Prefeitura suspende compra de frango com suspeita de superfaturamento

Administração municipal Câmara de Vereadores ELEIÇÕES 2014

O prefeito de Campinas Jonas Donizette (PSB) disse nesta terça-feira (04/11) que determinou a suspensão da compra de frango fatiado para a merenda escolar. Ontem (03/11) o vereador Pedro Tourinho (PT) denunciou que a Prefeitura de Campinas vai pagar 85,9% a mais pelo produto.

De acordo com licitação publicada no Diário Oficial, a Administração vai pagar R$ 15,49 pelo produto. A prefeitura vai pagar R$ 2,25 milhões.

Pesquisa feita pelo parlamentar apontou que o frango fatiado no site Pif Paf Alimentos revela que a carne custaria R$ 8,33 o quilo, o que representa 85,9% em relação ao valor a ser pago pela prefeitura. Já no Atacadão Assaí o produto custa R$ 9,56 o quilo – neste caso, o Executivo pagará 62% a mais.

A medida vale, segundo o prefeito, até que a prefeitura analise a denúncia do petista. O Executivo informou que o preço aprovado foi o menor apresentado entre as empresas participantes. Porém, mediante o apontamento o prefeito disse que vai rever os valores – até porque o que foi feito foi a homologação da licitação e o contrato ainda não foi assinado e o produto não está sendo entregue às escolas.

De acordo com denúncia do petista, o Executivo desclassificou seis empresas e pagará esse preço, supostamente superfaturado, para a Iotti Griffe da Carne Ltda, empresa que já foi  investigada em outra ocasião, na RMC (Região Metropolitana de Campinas). A Iotti foi investigada pelo Ministério Público por superfaturamento em itens da merenda escolar.

De acordo com o parlamentar, oito empresas participaram do pregão eletrônico. A menor oferta foi de R$ 10. No histórico, diversas empresas competem entre si. A Iotti apresentou um lance e não se posicionou novamente durante todo o pregão. Ao final, as seis empresas do concorrência foram desclassificadas, e a Iotti ficou em sétimo lugar lugar, informou a assessoria do petista.

INVESTIGAÇÃO

Em Vinhedo, em outubro de 2013, o promotor Rogério Sanches instaurou processo para investigar irregularidade na compra de merenda escolar. Os contratos com o setor chegavam a R$ 3 milhões com a empresa Cecapa Distribuidora e Alimentos Ltda, que tem o mesmo proprietário da Iotti Griffe da Carne Ltda.

Na cidade, o processo se deu porque a administração pagou R$ 20,25 o quilo do frango, quando o preço de mercado era de uma média, na época, de R$ 7,50. Já o custo da carne vermelha foi de R$ 26. O preço de mercado é de R$ 12.

O outro caso ocorreu na mesma época, em Valinhos, mas com a Iotti Griffe da Carne Ltda. A prefeitura pagou elo quilo do peito de frango utilizado na merenda escolar: R$ 23,64. Uma matéria da Band, na época, mostrou que em um mercado da cidade o quilo da carne branca é R$ 10,89. As cidades foram investigadas por superfaturamento, direcionamento e carteirização na transação comercial.

Os representantes das duas empresas não foram localizados para comentarem o assunto.

 

Sobre o autor

Rose Guglielminetti

Rose Guglielminetti

Sou editora-executiva do Jornal Metro de Campinas e comentarista política da Band-Campinas. Também sou âncora do programa “Bastidores do Poder”, que vai ao ar todos os dias das 13h10 às 14h, na Band Campinas. Apresento ainda o Entrevista Coletiva, programa a Band. Tenho paixão pela minha profissão de repórter. E entre tantas editorias a de Política é a das que mais me atrai. E isso fez com que me enveredasse por esse caminho ao longo de minha carreira. Como repórter de Política sempre busquei oferecer notícias de bastidores do poder. E é isso que irei procurar fazer neste blog.

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  • Jonas é Hélio.

    O frango também é fatiado. Kkkk – Fica caro devido ao ato de fatiar, uma para o executivo, outra no legislativo e por fim no judiciário. E o povão tem que agüentar mais dois anos de 40.

    E amanhã tem reunião com a base regada no pcc (primas, carne e caipirinha).

  • Esses caras da Administração são brincadeira e só recuam após embate na Câmara, porém sabedor daquilo que fez.
    Se o produto for para merenda escolar pode ser adquirido, durante o processo de licitação, por dispensa. Então pergunto: como não conseguir um preço de mercado, que mesmo fatiado, a quantidade é grande?
    Ah se fosse prefeito de outro partido. Chamem o GAECO agora.

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