Paulínia: MP quer anulação de posse de Loira

PAULÍNIA
Tote Nunes
Escrito por Tote Nunes

Antes do prazo determinado pela Justiça, o Ministério Público se posicionou a respeito do impasse em torno da sucessão em Paulínia. E foi favorável ao prefeito em exercício, Du Cazellato (PSDB). Atendendo a uma determinação do juiz Bruno Cassiolato ontem – a promotora de justiça, Veronica Silva de Oliveira – disse hoje (08/01) que Cazollato deve permanecer no cargo. Segundo ela, “o interesse público deve ser tomado com supremacia sobre o interesse particular”, avaliou.

Para a promotora “o desejo de Antonio Miguel Ferrari de tomar o cargo, não é, em hipótese alguma, mais relevante que o interesse da sociedade”, afirmou ele.

A promotora quer ainda que seja tornada nula a sessão da Câmara do dia 4 de janeiro que deu posse a Antonio Miguel Ferrari – o Loira e todos as eventuais decisões que ele tenha tomado no cargo.

Desde sexta-feira, Loira vem tentando assumir o cargo de prefeito, mas em duas oportunidades, foi barrado na prefeitura pode decisão de Cazellato. Por conta disso, ele recorreu à Justiça com um pedido de imissão de posse – para que pudesse entrar no gabinete.

Loira acredita ter direito ao cargo de prefeito porque assumiu a presidência da Câmara agora em janeiro e, para ele, o presidente da Câmara é quem assume o cargo de prefeito após a vacância ocorrida em novembro passado, quando o então prefeito Dixon Carvalho (PP) e o vice, Sandro Caprino (PRB) foram cassados por crime eleitoral.

Ontem, o juiz Bruno Cassiolato deu prazo de 24 horas para que Cazellato e o MP se manifestassem para depois disso, tomar uma decisão.

Sobre o autor

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Formado em jornalismo pela PUC-Campinas, trabalhou por dois períodos no Jornal Correio Popular e passou 11 anos na Agência Estado, do Grupo O Estado de São Paulo. Está no Metro Jornal Campinas desde agosto de 2015.

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