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Abstenções, brancos e nulos cooptaram mais de 50% do total de eleitores de Campinas

Com a preferência de 53,86% dos 843.433 eleitores de Campinas, as abstenções, votos brancos e nulos foram vitoriosos nessa eleição municipal que definiu hoje Dário Saadi (Republicanos) como o novo prefeito de Campinas.

A soma destes eleitores que não queriam nenhum dos dois candidatos ou deixaram de votar por qualquer razão chegou a 454.408, sendo 297.297 abstenções, 111.587 votos nulos e 45.524 votos brancos. Compareceram às urnas hoje 546.136 eleitores, segundo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Dário se elegeu com 222.030, ou seja, 57,07% dos votos válidos. Do total de votos do colégio eleitoral de Campinas, esta quantidade obtida por Dário significa 26,32%. Já Rafa Zimbaldi (PL) obteve 166.995, 42,93% dos votos válidos e 19,79% dos votos totais de Campinas .

Quando considerado todo o colégio eleitoral e não apenas aqueles que foram votar, o percentual fica assim: as abstenções somam 35,24% da fatia do eleitorado de Campinas, os votos nulos 13,23% e os brancos 5,39%.

Rose Guglielminetti

Sou comentarista política da Band-Campinas. Também sou colunista do programa "Bastidores do Poder", que vai ao ar todos os dias das 13h20 às 14h, na Band Campinas. Entre tantas editorias a de Política é a das que mais me atrai. E isso fez com que me enveredasse por esse caminho ao longo de minha carreira. Como repórter de Política sempre busquei oferecer notícias de bastidores do poder. E é isso que irei procurar fazer neste blog.

1 comentário

  • Essas eleições mostraram que a direita ainda é desorganizada, Bolsonaro não quis entrar de cabeça no pleito e nos poucos locais que o fez não conseguiu acender postes, há de convir que havia postes que não tinham as mínimas condições de serem ligados como Crivela no Rio de Janeiro.

    Melhor mesmo para o Brasil foi continuação da queda dos partidos esquerda e extrema esquerda (PT, PCdoB e PSOL). O desastre foi grande. Em 2012 tinham 693 prefeitos e saem dessa eleição com 234 e dos 6195 vereadores que tinham em 2012, em 2020 conseguiram só 3448.

    Eles sempre encantaram estudantes universitários e jornalistas onde há décadas dominam as redações, só não encantam o povo…. Tomemos como exemplo o queridinho das redações paulistanas: o “moderado” Guilherme Boulos do PSOL, que ontem conseguiu a façanha de PERDER para as abstenções, ou seja, numa eleição de dois candidatos ficou em 3o lugar. Não que o paulistano goste do tucanos, mas entre o suicídio e o soco na cara, optaram pelo soco na cara.

    Capítulo à parte é o IBOPE. Errou TODAS as pesquisas nas capitais onde tinha partidos de esquerda na disputa, sempre inflando índices. Incompetência ou má fé??? Ou a metodologia está errada ou estão de forma proposital inflando as intenções de voto nos “camaradas”. Vejamos:

    São Paulo – Boulos (PSOL) Ibope 47%, urnas 40%, diferença -7%;

    Porto Alegre – Manuela (PCdoB) Ibope 51%, urnas 45%, diferença -6%;

    Belém – Edmilson (PSOL) Ibope 58%, urnas 51%, diferença -7%;

    Vitória – Coser (PT) Ibope 50%, urnas 41%, diferença -9%;

    Fortaleza – Sarto (PT) Ibope 61%, urnas 41%, diferença -10%;

    Recife – Marília (PT) Ibope 50%, urnas 43%, diferença -7%;

    Aracaju – Edvaldo (PDT) Ibope 62%, urnas 57%, diferença -5%

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