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2 min read“Boom” de aposentadorias leva gastos com inativos do Camprev ir para o terceiro maior orçamento para 2020

O crescimento no número de aposentadorias do Camprev – Instituto de Previdência dos servidores municipais – fez com que a receita destinada para pagar os gastos do instituto fosse para o terceiro lugar no Orçamento da Prefeitura de Campinas para o ano que vem. Só para este ano, a estimativa é de um rombo de R$ 600 milhões no caixa.

São previstos R$ 1,09 bilhão para o ano que vem com o Camprev, perdendo apenas para Saúde (R$ 1,5 bilhão) e Educação (1,2 bilhão).

Segundo o presidente do Camprev, Marionaldo Maciel, em 2005 a média de aposentadorias era de 50 pessoas por ano. Neste ano, foi de 800 aposentadorias.

“Vocês viram que o orçamento do Camprev chegou a casa do bilhão. Há um aumento das aposentadorias e isso vai impactar o instituto. Estamos fazendo um diagnóstico e vamos enviar nos próximos meses um projeto de lei com uma solução para o Camprev”, disse Maciel nesta segunda-feira (11/11), durante audiência pública na Câmara de Campinas sobre o Orçamento do ano passado.

A estimativa do Camprev é fechar o ano com um rombo de R$ 600 milhões. No ano passado, o déficit foi de R$ 506 milhões.

Em 2018, a folha dos inativos foi de R$ 740 milhões e a contribuição recolhida no caixa do Camprev foi de R$ 234 milhões. Os servidores contribuem com 11% e a prefeitura com 22%.

O Fundo Financeiro tem 9.875 inativos. Sendo que os que contribuem hoje são 7.792 servidores. A balança está invertida.

Fundo Previdenciário

O Fundo Previdenciário – formado por aqueles que entraram na Prefeitura de Campinas após 2003 – é superavitário. São 7.015 servidores que contribuem, sendo que há apenas 72 aposentados e 42 pensionistas. No ano passado, a receita com a contribuição foi de R$ 121 milhões, enquanto que a folha de pagamento gira em torno de R$ 350 mil por mês.

Rose Guglielminetti

Rose Guglielminetti

Sou comentarista política da Band-Campinas. Também sou colunista do programa "Bastidores do Poder", que vai ao ar todos os dias das 13h20 às 14h, na Band Campinas. Entre tantas editorias a de Política é a das que mais me atrai. E isso fez com que me enveredasse por esse caminho ao longo de minha carreira. Como repórter de Política sempre busquei oferecer notícias de bastidores do poder. E é isso que irei procurar fazer neste blog.

2 comentários

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  • O superávit do Fundo Previdenciário poderia ainda ser maior se o então Presidente Moacir Benedito Pereira não tivesse empregado 40 milhões nos falidos bancos Morada e BVA; bem como o Presidente seguinte, José Ferreira Campos Filho, não tivesse empregado 14 milhões no Trump Tower, no Rio de Janeiro, importância esta
    intermediada pelo “Rei Arthur”, refugiado na Flórida, Estados Unidos.

    Do primeiro (hoje valeria 70 milhões) informam que 14 milhões foram recuperados; do segundo, 4 milhões. Há que se apurar as responsabilidades. Qualquer conselheiro previdenciário ou fiscal pode representar individualmente junto ao Ministério Público.

  • Há de se ter muito cuidado com este tipo de manchete, pois serve bem aos propósitos do jonas, de justificar os gastos com o camprev e aproveitar a onda para, de alguma forma, roubar a previdencia do serviço publico campineiro, como já o fez antes.

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