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4 min readCampinas é classificada como a mais nova metrópole no Brasil

Campinas passou a classificada como metrópole no Brasil, assim como Florianópolis (SC) e Vitória (ES). As três passam a integrar o grupo das 15 metrópoles existentes hoje no país. Com a ascensão de Campinas, única cidade com esse status que não é uma capital estadual, São Paulo se torna a primeira unidade da federação com duas metrópoles. É o que revelou o IBGE ( Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ao divulgar nesta quinta-feira (25/06) a pesquisa Regiões de Influência das Cidades de 2018 (REGIC 2018).

As três cidades estavam classificadas como capitais regionais pelo IBGE na pesquisa anterior, em 2007. Elas, porém, foram reclassificadas em 2018 pelo instituto ao observar as mudanças ocorridas nas três cidades no período que vai de 2007 a 2018. A nova classificou ocorreu devido ao fato de que estes municípios tinham grande quantidade empresas e instituições públicas multilocalizadas – além de possuírem expressiva atratividade para bens e serviços.

“Quem faz a grandeza de uma cidade é o seu povo. E Campinas é uma cidade que conta com a generosidade do campineiro que aqui nasceu e também com a garra de muita gente que veio de tantas regiões do País e ajudou a construir esta grande cidade, que agora é considerada uma metrópole. Campinas tem índices muito positivos de qualidade de vida, refletindo em áreas verdes para a população e, principalmente, em oportunidades. Tenho certeza que vamos superar este momento difícil e, quando tudo isso passar, restabelecer o rumo do progresso de Campinas.”

Jonas Donizette (PSB), prefeito de Campinas

São Paulo (grande metrópole nacional), Brasília (metrópole nacional) e Rio de Janeiro (metrópole nacional) possuem a hierarquia mais elevada entre as cidades. Belém/PA, Belo Horizonte/MG, Curitiba/PR, Fortaleza/CE, Goiânia/GO, Porto Alegre/RS, Recife/PE, Salvador/BA e Manaus (AM) completam o grupo das Metrópoles.

Entre as capitais regionais nos Estados, são 32 novas cidades nessa categoria, totalizando 97. O Estado de São Paulo apresentou o maior número absoluto, passando de 12 para 20 capitais regionais. Esse número é ainda maior quando se considera as capitais regionais sob influência da Metrópole de São Paulo/SP, que espraia sua rede para outros Estados, chegando a 26 capitais regionais em sua área.

Mato Grosso e Rondônia, que tinham apenas Cuiabá (MT) e Porto Velho (RO) como Capitais Regionais, agora possuem mais duas cidades nesse nível, respectivamente, Sinop (MT) e Rondonópolis (MT); e Cacoal (RO) e Ji-Paraná (RO). Goiás, que não possuía nenhuma, agora tem Anápolis (GO) como Capital Regional.

A pesquisa apresenta também um panorama da atratividade das cidades brasileiras que recebem pessoas residentes nos países vizinhos para acessar bens e serviços. Os temas que mais suscitaram relacionamentos entre cidades através das fronteiras são os deslocamentos para compras de calçados e vestuários, ligando 65 localidades estrangeiras ao Brasil. Outro fator de atração são as atividades culturais, que produziram padrões complexos de relacionamentos, com uma disseminação de ligações ao longo da fronteira brasileira desde o sul do Mato Grosso até o Rio Grande do Sul.

A pesquisa revela ainda a distância a ser percorrida pela população de um determinado local para adquirir produtos e serviços em outras cidades. A ida a aeroportos proporciona a maior distância média de deslocamento, com 174 km. O estado que registrou o maior deslocamento médio foi Mato Grosso, com 284 km, seguido pelo Amazonas, com 273 km.

Para cursar ensino superior, a média de deslocamento foi de 92 km, enquanto para atividades culturais, a pesquisa mostra que a média foi de 66 km, a menor dentre todas as temáticas. São Paulo/SP é a cidade com maior centralidade para atividades culturais e esportivas, mas Parintins (AM) e os Arranjos Populacionais de Cabo Frio/RJ e Ribeirão Preto/SP chamam a atenção por possuírem a atração para cultura muito maior do que atração geral que exercem.

Já para serviços de saúde de alta complexidade, o deslocamento da população entre Cidades foi de 155 km, enquanto para serviços de saúde de média e baixa complexidade foi de 72 km.

O deslocamento médio da população para adquirir eletroeletrônicos e móveis foi de 73 km, número que se repete para a busca de atividades esportivas. O deslocamento médio para a aquisição de vestuário e calçados foi de 78 km. Os dados relativos aos serviços de saúde e de compras de vestuário e eletroeletrônicos foram antecipados em abril e maio, respectivamente, para auxiliar no combate à pandemia de covid-19.

Rose Guglielminetti

Rose Guglielminetti

Sou comentarista política da Band-Campinas. Também sou colunista do programa "Bastidores do Poder", que vai ao ar todos os dias das 13h20 às 14h, na Band Campinas. Entre tantas editorias a de Política é a das que mais me atrai. E isso fez com que me enveredasse por esse caminho ao longo de minha carreira. Como repórter de Política sempre busquei oferecer notícias de bastidores do poder. E é isso que irei procurar fazer neste blog.

1 comentário

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  • Bom Dia Rose!

    Gosto muito de ler suas reportagens na Band-Campinas. Sou nascido nesta enorme cidade e agora elevada pelo IBGE como a 11ª Metrópole do Brasil. O Brasil possui apenas 15 Metrópoles e Campinas está na frente de mais 4 Capitais de Estado.
    No geral, Campinas é maior e mais dinâmica que 17 Capitais Brasileiras!

    Acho você uma linda mulher!
    Têm um rosto maravilhoso e o sorrizo então…(?), encantador!

    Uma ‘morena’ de cair o queixo!

    Você me encanta e me faz ‘sonhar alto’!

    Um beijo!

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