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Campinas não terá reajuste na conta de água no ano que vem

Em fim de governo, o prefeito de Campinas, Jonas Donizette (PSB), trouxe uma boa notícia aos campineiros na manhã desta quinta-feira (03/12). A tarifa de água não terá reajuste no ano que vem para as residências, comércio e indústria. O valor da tarifa de água em Campinas ganhou destaque nas eleições deste ano, quando alguns candidatos apontaram como um dos valores mais altos do Brasil.

Segundo Jonas, a medida, tomada com a diretoria da Sanasa, empresa que faz a gestão da água e do esgoto da cidade, foi tomada prevendo um reflexo negativo na economia. “Estamos prevendo um ano dificil para todo mundo no ano que vem e teremos reajuste zero, ou seja, não haverá aumento na conta de água”, disse ele.

No ano passado, a Sanasa aplicou um reajuste de 2,54%.

Hoje o preço da tarifa mínima (consumo até 10 m³) por mês é de R$ 36,34. Neste valor, não está incluso o tratamento de esgoto. As demais faixas têm valore de acordo com o consumo.

Na categoria comercial, o valor da tarifa de água tratada de consumo mínimo é de R$ 74,85. Já categoria industrial o preço é de R$ 68.32. 

Pandemia

Devido à pandemia do coronavírus, a Sanasa insentou a cobrança da tarifa de água para a população de baixa renda, que consome até 10 metros cúbicos do produto por mês. A medida, que começou em março vale até dezembro deste ano. Com isso, a Sanasa deixou de arrecadar cerca de R$ 500 mil por mês.

Além disso, a Sanasa também passou a cobrar a tarifa de conta de água pelo valor médio do ano passado. Porém, em agosto deste ano a empresa retomou a leitura de água nas residências e nos comércios. E os consumores estão pagando a diferença do produto que deixaram de pagar entre os meses de março a agosto.

Rose Guglielminetti

Sou comentarista política da Band-Campinas. Também sou colunista do programa "Bastidores do Poder", que vai ao ar todos os dias das 13h20 às 14h, na Band Campinas. Entre tantas editorias a de Política é a das que mais me atrai. E isso fez com que me enveredasse por esse caminho ao longo de minha carreira. Como repórter de Política sempre busquei oferecer notícias de bastidores do poder. E é isso que irei procurar fazer neste blog.

5 comentários

  • Sempre olho a contenção de reajustes de tarifas públicas com certo receio.
    Faz sentido pensar que o munícipe pode atravessar um 2021 economicamente mais difícil e a conta de água consome parcela do orçamento.
    Porém é preciso entender se o Órgão Público (autarquia no caso) pode assumir uma renúncia verdadeira ao direito de corrigir. Se tem caixa para isso.
    O que acontece normalmente é deixar de aplicar a correção num ano para compensar no próximo, que aí piora a situação.
    Não é prática do munícipe entender que a falta de correção precisa ser reservada para ser somada no outro ano. Ele simplesmente aloca a correção não praticada (excedente) em outra necessidade do seu orçamento doméstico. Aí, quando chega a nova cobrança o recurso já foi comprometido.
    Por ser uma medida tomada pelo Prefeito que sai, acho importante consultar o eleito para pedir um compromisso de renúncia à correção, evitando configurar mera protelação, que só piora o cenário.

  • Concordo, Ricardo Buso. Acho ilusória a ideia de que a renúncia ficará por isso mesmo. Contabilmente, é impraticável, já que salários continuarão a ser reajustados, aluguéis, matérias-primas…Por outro lado, é incrível e perversa a tarifa cobrada em Campinas. É acima de todas as cidades onde já morei. Em Valinhos, por exemplo, a tarifa básica, incluindo água e esgoto, é menos de R$40. Em Franca, R$50. Em Campinas, não sai por menos de R$70. A diferença é que, em Valinhos, por exemplo, o cálculo das faixas de consumo não é progressivo, já que quem consome mais que 10m3 paga a faixa de consumo acima no valor integral, sem descontar a faixa inferior. Ou seja, quem consome 11m3, paga aprox. R$65. (11 x R$5,9).

  • Uma conta simples de padaria, dividindo-se o valor em reais pelo total de metros cúbicos:

    – Em Campinas, R$ 12,80 / metro cubico.
    – Em Paulinia, R$ 5,04 / metro cúbico.

    E ponto final: ROUBO !

  • Certamente a melhor notícia que Jonas poderia ter nos dado é que deixou a Sanasa prontinha pro Dario privatizá-la. Assim teríamos extinguido apadrinhados de vereadores, comissionados, o serviço seria melhor e o custo
    muito menor.

    Mas, pra não variar, num ato populista e demagogo Jonas armou uma bomba que vai explodir no colo do Dario. Restará ao futuro prefeito cumprir a promessa do seu guru ou explodir o caixa da Sanasa.

    Certamente muita gente está achando muito boa a ação do Jonas congelando a tarifa de água, mas se esquecem do malefício – muito maior – que essa medida vai gerar no médio e longo prazo.

    Em síntese, a intervenção demagoga do prefeito, por mais bem intencionada que seja, limita as trocas voluntárias e consequentemente a satisfação dos cidadãos. Para piorar, ao intervir na Sanasa, o prefeito vai fazer com que a empresa acabe gastando mais, o que vai resultar numa conta ainda maior para nós.

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