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Campinas vai participar dos testes da Covaxin

Campinas é uma das cidades escolhidas para a fase 3 dos testes da vacina Covaxin, produzida pelo laboratório indiano Bharat Biotech. Também foram confirmadas as cidades de São Paulo, São José do Rio Preto, Rio de Janeiro e Campo Grande (MS) para os testes, que foram autorizados ontem (13/05) pela Anvisa. A solicitação foi feita pela Precisa Medicamentos e o trabalho será coordenado pelo Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein.

De acordo acordo com Gláucia Vespa, pesquisadora da ARO/Instituto de Pesquisa e Ensino do Hospital Israelita Albert Einstein, os testes devem iniciar em junho. A unidade hospitalar onde será feita não foi informada porque ainda não foi liberada pelos órgãos fiscalizadores em Saúde.

O estudo prevê a aplicação de duas doses, com 28 dias de intervalo. A previsão é de que, no mínimo, 4,5 mil voluntários sejam incluídos no Brasil. O recrutamento será iniciado após a aprovação final pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep). O estudo da vacina também está sendo conduzido na Índia com outros 25,8 mil voluntários, totalizando 30.300 voluntários no estudo global.

O estudo será randomizado, duplo-cego, controlado por placebo e multicêntrico para avaliar a eficácia, a segurança e a imunogenicidade do imunizante contra a covid-19 em adultos com idade igual ou superior a 18 anos.

Para esta autorização, a Anvisa analisou os dados das etapas anteriores de desenvolvimento da vacina, incluindo estudos não clínicos in vitro e em animais, bem como dados clínicos da Fase 2 e 3, e dados preliminares do estudo de Fase 3, já em andamento na Índia. Os resultados obtidos até o momento indicam um perfil de segurança e eficácia satisfatório da vacina candidata.

“O público-alvo no país é composto de voluntários a partir de 18 anos de idade, saudáveis ou mesmo com doenças crônicas estáveis, das mais diversas profissões e que ainda não foram vacinados para a Covid-19”, explica Glaucia Vespa, pesquisadora do Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein.

Em abril, a Bharat Biotech anunciou os dados da segunda análise interina da Covaxin, que indicou uma eficácia global de 78% contra casos leves a moderados de Covid-19 e de 100% contra casos graves. Ainda foi observada uma eficácia de 70% contra casos assintomáticos de covid-19, sugerindo uma capacidade potencial desta vacina de reduzir a propagação comunitária do vírus por pessoas infectadas, mas que não apresentam sintomas, o que é extremamente importante para controle da pandemia e redução da sobrecarga do sistema de saúde e da mortalidade. Além disso, ela mostrou capacidade de neutralização contra a maioria das variantes.

Os resultados fazem parte da segunda análise interina de eficácia divulgados com base na fase 3 de desenvolvimento da vacina, que está sendo testada em 25.800 voluntários na Índia. Foram registrados 127 casos da doença sintomáticos entre os voluntários, resultando em uma estimativa pontual da eficácia da vacina de 78% contra a covid-19 leve e moderada e de 100% em casos grave. “A eficácia contra o SARS-CoV-2 foi estabelecida. A Covaxin demonstrou um excelente histórico de segurança em testes clínicos em humanos e em uso em situações de emergência. A Covaxin é, agora, uma vacina inovadora global derivada de P&D na Índia”, disse o presidente e diretor administrativo da Bharat Biotech, Krishna Ella.

A eficácia contra a infecção assintomática por covid-19 foi de 70%, sugerindo diminuição da transmissão nas pessoas imunizadas com as duas doses da vacina. Krishna Ella explicou que os dados de eficácia contra a Covid-19 grave e infecções assintomáticas são altamente significativos, pois ajudam a reduzir as hospitalizações e a transmissão da doença. Os protocolos para fabricação, teste e liberação de vacinas inativadas foram experimentados, testados e validados em várias vacinas da empresa. Estes também atendem aos requisitos da OMS, bem como de órgãos indianos e de outras autoridades regulatórias.

A Covaxin é usada no combate à SARS-CoV-2 em duas doses, a partir de vírus inativado, e desenvolvida pela Bharat Biotech em colaboração com o Conselho Indiano de Pesquisa Médica (ICMR) e o Instituto Nacional de Virologia (NIV) e apoio da Fundação Bill & Melinda Gates. A vacina é apresentada em frascos multidoses e pode ser armazenada em temperaturas que variam de 2ºC a 8ºC.

Rose Guglielminetti

Sou comentarista política da Band-Campinas. Também sou colunista do programa "Bastidores do Poder", que vai ao ar todos os dias das 13h20 às 14h, na Band Campinas. Entre tantas editorias a de Política é a das que mais me atrai. E isso fez com que me enveredasse por esse caminho ao longo de minha carreira. Como repórter de Política sempre busquei oferecer notícias de bastidores do poder. E é isso que irei procurar fazer neste blog.

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