PAULÍNIA

Conselho de Saúde reprova contas de Dixon e de Du Cazellato

Rose Guglielminetti
Escrito por Rose Guglielminetti

O Conselho de Saúde de Paulínia reprovou, por unanimidade, as contas de Saúde do último quadrimestre do ano passado dos governos de Dixon de Carvalho (PP) e do governo interino do ex-prefeito Du Cazellato (PSDB), hoje vereador na cidade.

A rejeição se deu devido à falta de transparência, segundo o conselheiro Antonio Castro. “A prestação de contas é obscura. Não dá para compreender os números”, disse ele, acrescentando que na gestão dele até teve uma mudança nos procedimentos “que foram mais adequados do que na gestão anterior”, disse.

O problema, segundo os conselheiros, foi o fato de Du Cazellato ter pago uma fatura ao Hospital da Visão – entidade contratada na gestão de Dixon de Carvalho (PP) para fazer exames oftalmológicos. Segundo Gilberto Alves de Godoy, também conselheiro, houve denúncias de irregularidades envolvendo essa unidade hospitalar. “Essa coisa começou no Dixon. Esse hospital entrou na cidade de forma totalmente irregular. O problema do Du foi ter pago uma fatura, além da falta de transparência”, disse ele.

Segundo Antonio Castro, o que chama a atenção no caso deste hospital é que nos primeiros oito meses de 2016 (governo Dixon), o hospital realizou 1,4 mil exames. E em apenas quatro meses do mesmo ano, a quantidade subiu para 61 mil exames. “A gestão do Du reduziu drasticamente o número de exames, mas faltou transparência para entendermos a prestação de contas”, diz ele.

Já o secretário de Saúde da gestão atual, Luis Carlos Casarin, diz que a desaprovação das contas se deu por uma série de inconsistências. “Não há comprovação dos exames realizados, houve pagamento excessivo de horas-extras, valores maiores em contratos, etc.”, disse. Segundo ele, a desaprovação das contas pelo Conselho Municipal de Saúde pode influenciar numa decisão do TCE-SP (Tribunal Superior Eleitoral de São Paulo). “Se o TCE desaprovar as contas (o que não aconteceu ainda) pode ter efeitos práticos como a suspensão de repasses de verba para o município”, disse Casarin.

O Orçamento da Saúde de Paulínia para este ano é de R$ 306 milhões.

Outro lado

Em nota, o ex-prefeito Du Cazellato informou que assumiu a prefeitura no dia 7 de novembro de 2018 e que sobre o quadrimestre avaliado pelo conselho, ele é responsável somente por 54 dias. O restante do período estava sob a gestão de Dixon. Disse ainda que procurou “Revisar e analisar todos os processos possíveis priorizando sempre manter a máquina pública em funcionamento com transparência, economicidade e boa gestão.”

Sobre a decisão do Conselho Municipal de Saúde disse que irá se manifestar e responder os questionamentos só após ele for comunicado da decisão.

O blog não conseguiu localizar O ex-prefeito Dixon de Carvalho para comentar a decisão do Conselho de Saúde.

Sobre o autor

Rose Guglielminetti

Rose Guglielminetti

Sou comentarista política da Band-Campinas. Também sou colunista do programa "Bastidores do Poder", que vai ao ar todos os dias das 13h20 às 14h, na Band Campinas. Entre tantas editorias a de Política é a das que mais me atrai. E isso fez com que me enveredasse por esse caminho ao longo de minha carreira. Como repórter de Política sempre busquei oferecer notícias de bastidores do poder. E é isso que irei procurar fazer neste blog.

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1 Comentário

  • Essa atitude do Conselho de Saúde de rejeitar contas juridicamente não tem validade alguma, é só pra criar factoide político e alimentar a disputa política tendo em vista a eleição municipal suplementar que será realizada ainda este ano e a eleição regular do ano que vem. Quem vai de fato analisar as contas é o TCE. E mesmo assim, se o TCE rejeitar, ainda passa por votação na Câmara dos Vereadores.

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