CASO OURO VERDE

Contrato coloca Ouro Verde sob nova suspeita

Rose Guglielminetti
Escrito por Rose Guglielminetti

Denúncia feita na sessão desta noite (20/02) da Câmara de Campinas pelo vereador Tenente Santini (PSD) (à esq. na foto), coloca o Hospital Ouro Verde sob nova suspeita de irregularidade.

Segundo o vereador, a Rede Mário Gatti de Urgência e Emergência teria contratado de forma ilegal, a Organização Social Cejam (Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim) para prestar serviços no Hospital Ouro Verde.

Em discurso feito na tribuna, o vereador sustenta que o atual presidente da Sanasa, Arly de Lara Romêo seria também diretor-presidente da empresa – num procedimento ilegal e vetado pela Lei Orgânica do Município. O contrato entre a Cejam e a rede Mário Gatti foi assinado em 11 de dezembro de 2018, no valor de R$ 1,666 milhão, para o fornecimento de serviços médicos para a unidade.

“Isso é flagrantemente ilegal. Me parece que estamos diante do Plano C”, disse ele, referindo-se ao escândalo da desvios de recursos do hospital, apontados pelo Ministério Público e que resultou na instalação da CP (Comissão Processante) contra o prefeito Jonas Donizette (PSB).

Delatores do esquema falaram ao Gaeco sobre a existência de um Plano B – que seria uma fonte alternativa de arrecadação ilegal de recursos. O plano não foi executado

Outro lado

Arly de Lara Romêo não foi encontrado hoje à noite para comentar o assunto mas sua assessoria admitiu que ele participou da fundação da empresa, junto com outros médicos.  

Afirmou ainda que ele deixou de ser presidente da Cejam no ano passado. De acordo com a assessoria, a data correta do desligamento, só poderia ser confirmada amanhã. Documentos – como o estatuto da empresa, por exemplo – mostram que no dia 4 de julho de 2018, Arly era diretor presidente da Cejam.

A Cejam foi fundada em 1991, como escola de educação para médicos, mas nos últimos anos também passou a prestar serviços médicos. A empresa presta serviços para as prefeituras de São Paulo, além de Embu das Artes, Mogi das Cruzes e Poá, todos municípios da Grande São Paulo.

“Para mim não consta que o Arly seja o presidente da empresa”, disse o presidente da rede Mário Gatti, Marcos Pimenta agora à noite. “Mas eu preciso verificar isso junto a comissão de licitação’, acrescentou. “Mas podemos garantir que vamos fazer diligencias necessárias para apurar isso”, finalizou.  

A Cejam foi procurada hoje à noite, mas até a publicação da reportagem não havia dado retorno à reportagem.

Santini informou que a documentação sobre o contrato foi encaminhado hoje mesmo ao Gaeco – que investiga desvio de cerca de 7 milhões do Hospital Ouro Verde, segundo o MP. Os prejuízos somam R$ 24 milhões.  

Foto/Divulgação/CMC

Sobre o autor

Rose Guglielminetti

Rose Guglielminetti

Sou comentarista política da Band-Campinas. Também sou colunista do programa "Bastidores do Poder", que vai ao ar todos os dias das 13h20 às 14h, na Band Campinas. Entre tantas editorias a de Política é a das que mais me atrai. E isso fez com que me enveredasse por esse caminho ao longo de minha carreira. Como repórter de Política sempre busquei oferecer notícias de bastidores do poder. E é isso que irei procurar fazer neste blog.

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1 Comentário

  • “Nesse angu tem caroço”.

    O marajá Arly, com supersalário questionável de procurador da UNICAMP de mais de R$ 30 mil, além do salário de presidente da SANASA, também, de mais de R$ 30 mil, precisava, ainda, ter estado à frente dessa suspeita CEJAM?

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