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Crise ameaça serviço de ambulância do Mário Gatti

Sem receber os salários, os motoristas da Transcampos – empresa terceirizada que faz condução das ambulâncias do Hospital Mário Gatti – ameaçam fazer greve e suspender as atividades. Segundo o gerente administrativo da Transcampos, Anderson Costa, a empresa não fez o pagamento dos trabalhadores porque ainda não recebeu o repasse de R$ 28 mil do mês de junho do Hospital Mário Gatti.
De acordo com Costa, a Transcampos presta serviço para o Mário Gatti há sete anos e conta com oito motoristas que atuam no serviço de transporte de pacientes da unidade de saúde. “Estamos com o salário e vale refeição atrasados. Não temos como suprir esse valor porque até o estado, que também tem contrato conosco, está com o pagamento atrasado”, conta Costa ao explicar que a Transcampos realiza serviço de limpeza das escolas estaduais e a Secretaria Estadual de Educação está devendo R$ 580,8 mil à empresa. O valor era para ser quitado no mês passado, mas a pasta ainda não efetuou o pagamento.
Em Campinas, a terceirizada cuida da limpeza de 39 escolas. Na região, a Transcampos atende instituições em Sumaré, Capivari, Bragança Paulista e São Carlos.
Os motoristas das ambulâncias do Mário Gatti recebem salários de R$ 1.650 mais vale refeição de R$ 18,50 por dia. Já os auxiliares de limpeza que atuam nas escolas estaduais ganham pagamentos de R$ 1.007 e vale de R$ 13,37 por dia, segundo a Transcampos.
Segundo o presidente do Mário Gatti, Marcos Pimenta, o pagamento da empresa vai seguir o cronograma normal e deverá ser feito nos próximos dias. “Tivemos pequenos atrasos pontuais, mas a situação será solucionada. Conversei com o coordenador dos motoristas e não haverá greve”, disse Pimenta.
A Secretaria Estadual de Educação disse que o pagamento será feito na próxima quinzena e que toda empresa precisa ter saúde financeira para pagar seus funcionários em casos excepcionais.

Histórico
Em maio, Campinas enfrentou problemas depois que a Gocil – empresa que realizava serviços de vigilância e limpeza – suspendeu as atividades em postos de saúde e escolas municipais, após atraso de 90 dias do pagamento por parte do poder público. O contrato da Gocil com o Executivo era de R$ 97,2 milhões.
A Prefeitura de Campinas teve que chamar outra empresa para prestar o serviço.

Texto: Hidaiana Rosa

Sobre o autor

Rose Guglielminetti

Rose Guglielminetti

Sou comentarista política da Band-Campinas. Também sou colunista do programa "Bastidores do Poder", que vai ao ar todos os dias das 13h20 às 14h, na Band Campinas. Entre tantas editorias a de Política é a das que mais me atrai. E isso fez com que me enveredasse por esse caminho ao longo de minha carreira. Como repórter de Política sempre busquei oferecer notícias de bastidores do poder. E é isso que irei procurar fazer neste blog.

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Comentários

  • O erro é em primeiro lugar do prefeito jonas donizete, que sempre se mostrou um incompetente.
    Mas para além disso, o erro é o modelo de gestão dos serviços públicos que se adota no brasil.
    Essas terceirizações não funcionam. Ainda mais em saúde. Enquanto esse modelo se mantiver, e se expandir, este tipo de caso vai continuar acontecendo.
    Quem sofre é o povo.

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