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Derrotados nas eleições colocam a culpa na urna

Depois do ex-vereador Elcio Batista (PSB) – que ingressou com uma ação na Justiça Eleitoral pedindo a recontagem dos votos – pelo menos mais cinco candidatos derrotados estão questionando o resultado das eleições do início deste mês em Campinas. Todos eles, com um ponto em comum: apontam falhas nas urnas.

Na semana passada, o ex-vereador Batista disse ter registrado ao menos 15 relatos de eleitores, segundo os quais, ao digitar o número do candidato, a tela da urna era coberta por uma tarja preta, quando deveria mostrar a foto do candidato. Ele recebeu 1.911 votos.
Ontem, três vereadores derrotados – Cidão Santos (Pros), Jairson Canário (SD) e Neusa do São João (PSB) – se aliaram a Elcio Batista e dizem que vão juntar novos depoimentos ao processo.

“Eu tenho o testemunho de vários eleitores que me contaram que a minha foto não apareceu na urna depois do número digitado”, disse Cidão, que obteve 3.279 votos. “O fato é que está pipocando situações como essa em todas as regiões da cidade”, acrescentou.
“O problema é que mesmo diante de um problema, o mesário orientava as pessoas a confirmarem o voto”, disse Canário, que teve 3.403 votos. “Para mim, esse sistema não é confiável”, afirmou.

O candidato Ronald Tanimoto (DEM) disse que seu número não correspondia à foto do candidato mostrada na urna. “Um eleitor chegou a fazer um boletim de ocorrência no dia da eleição sobre isso”, disse.

“Não é xororô de perdedor; nem sei se isso iria mudar o resultado final, mas é preciso esclarecer”, argumenta ele que recebeu 1.820 votos.

O candidato José Francisco da Silva – o Mineiro (PSB) – disse que vários candidatos de um mesmo partido tiveram o mesmo número de votos. “Não tem como ser só coincidência”, diz.

TRE diz que equipamento é confiável
A diretora de Comunicação do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) de São Paulo, Eliana Passarelli, garantiu ontem que não há a menor possibilidade de ter havido erro no sistema de urnas eletrônicas nas eleições em Campinas, como sugerem os candidatos.

“A primeira coisa: se eles (candidatos) tiveram votos, significa que o sistema funcionou”, argumenta. “Impossível ocorrer situações como a do surgimento de tarjas pretas como eles relataram”, acrescentou.

“Para que o eleitor tenha segurança podemos garantir que sistema é auditado repetidas vezes por técnicos especializados e por órgãos independentes como o Ministério Público e OAB (Ordem dos Advogados do Brasil)”, disse.

De acordo com a diretora, audiências públicas foram realizadas em vários pontos do Brasil para testar os equipamentos. Houve testes nacionais posteriormente e nos TREs.
“Há total segurança e confiabilidade no sistema “, garantiu ela. “Além disso, cada partido poderia fazer uma auditoria no sistema e ninguém fez isso”, finalizou ela.

Texto: Tote Nunes

Rose Guglielminetti

Sou comentarista política da Band-Campinas. Também sou colunista do programa "Bastidores do Poder", que vai ao ar todos os dias das 13h20 às 14h, na Band Campinas. Entre tantas editorias a de Política é a das que mais me atrai. E isso fez com que me enveredasse por esse caminho ao longo de minha carreira. Como repórter de Política sempre busquei oferecer notícias de bastidores do poder. E é isso que irei procurar fazer neste blog.

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