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Eleitos declaram R$ 17,3 milhões em gastos

Os 12 deputados da RMC (Região Metropolitana de Campinas) eleitos para a Assembleia Legislativa e Câmara Federal gastaram juntos R$ 17,3 milhões para conquistar 1.524.276 votos nas eleições deste ano. Em média, o custo declarado à Justiça Eleitoral foi de R$ 11,41 por político. A maior parte dessa verba foi consumida em material publicitário e mão de obra de cabos eleitorais.

Entre os seis deputados federais eleitos, o que declarou o maior gasto foi o vereador Luiz Lauro Filho (PSB), que declarou R$ 2,9 milhões de gastos. Na proporção gasto e votos obtidos nas urnas, o peessebista foi o voto mais caro entre os seis políticos. Ele investiu R$ 28,4 para conquistar cada um dos 105.247 votos que obteve. Em seguida vem o deputado federal reeleito Carlos Sampaio (PSDB), com R$ 2,8 milhões, o que dá R$ 9,74 por voto. Nesta proporção, quem menos gastou foi o pastor Roberto Alves (PRB), com R$ 1,11 por voto.

Já no grupo dos seis estaduais, Cauê Macris (PSDB), foi o que declarou a maior despesa: R$ 1,4 milhão – R$ 11,56 por voto. Feliciano Nahimy Filho (PEN) foi o que informou menos gasto: R$ 462,8 mil, o que dá R$ 2,45 por eleitor. Comparando o número de votos e despesa declarada do candidato a deputado estadual, Chico Sardelli (PV) foi o que mais gastou: R$ 14,52.

Se for levado em conta o salário que os deputados irão receber durante os quatro anos de mandatos, muitos gastaram quase duas vezes o valor a receber nos holerites. Com subsídio de R$ 26.723,13 ao mês, um deputado federal embolsará  em 48 meses cerca de R$ 1,2 milhão. Entre os que irão trabalhar em Brasília, apenas Roberto Alves e Ana Perugini investiram menos na campanha eleitoral do que irão ganhar em subsídios nos próximos quatro anos.

Os demais superaram o valor que irão receber em salário. Sampaio, por exemplo, investiu R$ 1,7 milhão a mais. Pastor Paulo Freire (PR) gastou R$ 1,3 milhão excedente do que irá receber para exercer o mandato em Brasília. Outro que não mediu esforços para se eleger foi Luiz Lauro Filho. O gasto de campanha supera em R$ 1,7 milhão o que ele terá de retorno em subsídio nos quatro anos atuando como deputado federal.

Entre os deputados estaduais a situação é um pouco diferente. Quatro – Feliciano, Rogério Nogueira (DEM), Célia Leão (PSDB) e David Zaia (PPS) – investiram menos do que irão receber em salário. Em quatro anos, eles embolsarão R$ 962 mil cada um. Apenas os deputados com base eleitoral em Americana, Cauê e Chico ultrapassaram em gastos de campanha o que embolsarão como subsídio.

Para o professor de políticas públicas da UFABC (Universidade Federal do ABC) Cláudio Penteado, “o poder econômico é fator influente no resultado das urnas”. Verba essa investida em marketing e material de campanha.

Deputados estaduais n.º de votos Valor gasto (R$)

Cauê Macris (PSDB) 121.700        1,4 milhão

Chico Sardelli (PV) 75.680            1,099 milhão

Rogério Nogueira (DEM) 132.571   950,7 mil

David Zaia (PPS) 80.951               790,6 mil

Célia Leão (PSDB) 101.660           777 mil

Feliciano Nahymi Filho (PEN): 188.898 462,8 mil

Deputados federais n.º de votos Valor gasto (R$)

Luiz Lauro Filho (PSB) 105.247         2,9 milhões

Carlos Sampaio (PSDB) 295.263       2,8 milhões

Paulo Freire (PR) 111.300               2,5 milhões

Vanderlei Macris (PSDB) 148.449     2,2 milhões

Ana Perugini (PT) 121.681              1,1 milhão

Roberto Alves (PRB) 130.516       144.899,25 mil

Fonte: TSE (Tribunal Superior Eleitoral)

Rose Guglielminetti

Sou comentarista política da Band-Campinas. Também âncora do programa "Bastidores do Poder", da Rádio Bandeirantes de Campinas, que vai ao ar todos os dias das 10h às 11h30. Entre tantas editorias a de Política é a das que mais me atrai. E isso fez com que me enveredasse por esse caminho ao longo de minha carreira. Como repórter de Política sempre busquei oferecer notícias de bastidores do poder. E é isso que irei procurar fazer neste blog.

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  • Vai me desculpar mas com todo este dinheiro o voto foi comprado faixa de propaganda e santinho não custa tudo isso.

  • Essa grana toda agora vai ser cobrada pelos que financiaram a campanha, grandes empresários na maioria das vezes, que vão querer um retorno ao “investimento”, centenas de vezes maior, tudo saído indiretamente do bolso da população. Sai muito caro a todos nós. Temos que aprovar a Reforma Política com financiamento público das campanhas, para elegermos mais aqueles que vão defender quem mais precisa.

  • Sai da muçarela e frango fatiados, além dos aditivos emergenciais ,em plena campanha, dos contratos: lixo, pavimentação e publicidade. Tudo muito Jonífico, mais lindo somente uma boca linda com batom Make B 40.

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