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2 min readSirius permitirá experiências tecnológicas inéditas no Brasil

Desenvolver nanopartículas que podem auxiliar na compreensão, no diagnóstico e no tratamento de doenças como Alzheimer e o câncer; melhorar a performance da captação do petróleo do pré-sal – atualmente cerca de 60% do óleo fica preso na rocha no fundo do oceano e não consegue ser capturado; utilizar a luz do síncrotron para análise do solo, para o desenvolvimento de fertilizantes mais eficientes e baratos.

Esses e outros inúmeros projetos que exigem tecnologia de ponta poderão ser feitos no Brasil a partir de agora, graças ao superlaboratório Sirius, foi inaugurado, hoje, em Campinas, pelo presidente Michel. “Um projeto que será exemplo para o mundo todo. É um grande momento para a ciência brasileira”, disse o presidente.

O Sirius é um grande equipamento científico, composto por três aceleradores de elétrons, que têm como função gerar um tipo especial de luz: a luz sincrotron. Essa luz de altíssimo brilho é capaz de revelar estruturas, em alta resolução, dos mais variados materiais orgânicos e inorgânicos, como proteínas, vírus, rochas, plantas, ligas metálicas e outros.

“O Sirius permitirá que os pesquisadores façam experimentos em diversas áreas, como engenharia de materiais, saúde, energia e meio ambiente na escala mais fundamental que existe, que é a escala dos átomos e das moléculas”, explica José Roque, diretor geral do CNPEM (Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais) e diretor do projeto.

A luz tem o poder de penetrar em materiais espessos, como concreto e rochas, para estudar, por exemplo, o escoamento de água, óleo e gás e facilitar a exploração de campos de petróleo.
O superlaboratório funcionará em um prédio de 68 mil metros quadrados – equivalente a um estádio de futebol. Hoje, serão entregues o prédio, a infraestrutura de pesquisa e dois dos três aceleradores de elétrons. O terceiro acelerador – e também o principal deles – ficará pronto no segundo semestre de 2019. O projeto completo inclui outras sete estações de pesquisa – denominadas “linhas de luz” – que deverão entrar em operação até 2021.

O Sirius é um acelerador de partículas de quarta geração e a mais complexa infraestrutura científica já construída no Brasil. Só há um outro equipamento comparável a ele em operação, na Suécia.

O ministro de Ciência e Tecnologia, Gilberto Kassab, disse que a verba está garantida para a conclusão do projeto. Serão consumidos R$ 1,8 bilhão. “A ocupação pelos cientistas vai começar na próxima semana e o feixe de luz já começa a circular a partir de hoje em fase experimental. As pesquisas começam no ano que vem”, disse kassab.

Fonte: Metro Campinas com Band Campinas

Rose Guglielminetti

Rose Guglielminetti

Sou comentarista política da Band-Campinas. Também sou colunista do programa "Bastidores do Poder", que vai ao ar todos os dias das 13h20 às 14h, na Band Campinas. Entre tantas editorias a de Política é a das que mais me atrai. E isso fez com que me enveredasse por esse caminho ao longo de minha carreira. Como repórter de Política sempre busquei oferecer notícias de bastidores do poder. E é isso que irei procurar fazer neste blog.

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