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1 min readEscola Cívico-Militar: MP apura desvio de função e cerceamento de liberdade de expressão

A promotora Cristiane Hillal protocolou nesta quarta-feira (18/12) dois inquéritos para investigar desvio de função de militares e abusos ao cerceamento do direito de opinião e liberdade de expressão relativos à implantação da Escola Cívico-Militar em Campinas.

Hoje haverá uma votação para decidir se a Emef (Escola Municipal de Ensino Fundamental) Odila Maia Rocha Brito, no bairro São Domingos, irá fazer parte ou não do programa federal da escola cívico-militar.  

Num dos inquéritos, a promotora utiliza uma denúncia da CUT Campinas feita em rede social de que policiais militares teriam determinado que um carro de som do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil, que transmitia ontem (17/12) nas ruas do bairro, uma mensagem sobre a Escola Cívico-Militar, se retirasse do bairro. ” Foi abordado de forma truculenta por policiais, sob a alegação de estar divulgando inverdades, sendo convidado a se retirar de circulação”, escreveu a promotora. O texto da CUT informou ainda que “Este convite foi feito acompanhado de arma em punho ameaçando o motorista.”

O comunicado da CUT diz ainda que carros de som que tinham mensagens em defesa das escolas militarizadas não foram incomodadas e puderam trafegar no bairro.

Diante desta situação, a promotora quer apurar se há abusos a um eventual cerceamento do direito de opinião e liberdade de expressão.

Desvio de função

No segundo inquérito, a promotora quer apurar se haverá desvio de função pública ao destinar policiais, bombeiros e militares para “o exercício de atribuições que deveriam ser destinadas a profissionais de educação formados e capacitados especificamente para essa função”, escreveu a promotora.

Rose Guglielminetti

Rose Guglielminetti

Sou comentarista política da Band-Campinas. Também sou colunista do programa "Bastidores do Poder", que vai ao ar todos os dias das 13h20 às 14h, na Band Campinas. Entre tantas editorias a de Política é a das que mais me atrai. E isso fez com que me enveredasse por esse caminho ao longo de minha carreira. Como repórter de Política sempre busquei oferecer notícias de bastidores do poder. E é isso que irei procurar fazer neste blog.

2 comentários

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  • Militar não deve se envolver em nada além da defesa do país. Na educação muito menos.

    O militar, por definição, não permite a expressão de ideias contrárias. O valor supremo de um militar é a hierarquia. Logo, se o superior mandou, tem que ser feito. Não há espaço para pensamento crítico e individualidade.

    A educação militar leva à massificação do comportamento e do pensamento. Campinas não quer isso para suas crianças. Não queremos um exército de alienados obedientes.

    • e a escola em 16 anos o que causou? só sendo cego ou estar no mundo da lua para ver o quanto o marxismo cultural acabou com a escola, com a infância e adolescência. É normal um adolescente descer a mão em professoras e professores? E aposto que tu és um assessor esquerdista do governo Jonas, só pode!!!!

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