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Igreja de Jaguariúna é proibida de tocar sino

Após 125 anos, o sino da Igreja Católica de Santa Maria, em Jaguariúna, está silenciado desde ontem. Segundo o padre Milton Modesto, o silêncio foi imposto devido ao caso ter ido parar no Ministério Público que recebeu pedido para que a igreja não tocasse mais o sino porque há veto de barulho previsto no Código de Postura da cidade.

O sino tocava em intervalos de 30 minutos.

“A legislação proíbe o barulho do sino. Pela primeira vez, após 125 anos, hoje (ontem) não tocamos o sino”, disse o padre.

O MP recebeu uma representação do procurador da Prefeitura de Jaguariúna, André Silva. Porém, segundo ele, a solicitação que fez à Promotoria foi que o sino parasse de tocar somente à noite. O procurar mora ao lado da igreja e diz que não consegue dormir.

A decisão, no entanto, revoltou alguns moradores da cidade. Nascida em Jaguariúna, Terezinha Marion, disse que o barulho do sino faz parte da história dos moradores da cidade. “Esse povo que vem de fora está acabando com a memória da nossa cidade. Essa decisão é absurda”, critica ela, que acrescentou que o barulho não é alto. “Não incomoda.”

Outro morador, Gabriel Tenan, também condenou a decisão. “Sou contra. Tocar o sino da Matriz é uma tradição centenária de nossa cidade. Um patrimônio cultural que não pode acabar.”

A prefeitura informou que foi uma iniciativa individual do procurador e não tem nada a ver com esse pedido. A população também está fazendo um abaixo-assinado pela volta do sino

Rose Guglielminetti

Rose Guglielminetti

Sou comentarista política da Band-Campinas. Também sou colunista do programa "Bastidores do Poder", que vai ao ar todos os dias das 13h20 às 14h, na Band Campinas. Entre tantas editorias a de Política é a das que mais me atrai. E isso fez com que me enveredasse por esse caminho ao longo de minha carreira. Como repórter de Política sempre busquei oferecer notícias de bastidores do poder. E é isso que irei procurar fazer neste blog.

2 comentários

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  • Espero que a população reaja a esta interdição arbitrária e na contra mão da conservação
    e proteção do patrimônio material e imaterial relacionado ao toque dos sinos. Há leis de proteção para este tipo de patrimônio regulamentadas pelo IPHAN. O mais interessante é que este fato pode levar esta população a debater questões que versam sobre patrimônio, memória, preservação, conservação, proteção e reconhecimento do toque dos sinos, como aconteceu em cidades mineiras, e são exemplos para todo o Brasil: São João Del Rei, Mariana, Sabará e Serro, entre outras.

    Para que quer saber mais veja este extraordinário projeto:

    http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Dossie%20toque%20dos%20sinos(1).pdf

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