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2 min readJonas vai enviar à Câmara três projetos que alteram aposentadorias de servidores

O prefeito de Campinas, Jonas Donizette (PSB), disse que vai enviar, em fevereiro do ano que vem, para a Câmara de Vereadores de Campinas três projetos de lei que vão alterar as aposentadorias do Camprev – Instituto de Previdência dos Servidores de Campinas. As mudanças são necessárias para tentar resolver o rombo no caixa do Camprev. Neste ano, a previsão é a de que o déficit será de R$ 600 milhões.

Os projetos vão enfocar, por exemplo, a cobrança complementar para quem quer receber acima do teto do INSS (hoje em R$ 5,8 mil); aumento do valor da alíquota de 11% para 14% e autorização do Camprev para compra de ativos – libera a prefeitura a utilizar, por exemplo, um terreno para comprar vidas.

O prefeito não detalhou os projetos porque ainda estão sendo elaborados, mas ressaltou que o aumento da alíquota, por exemplo, é uma obrigatoriedade que ele vai ter de cumprir porque já é lei federal. Já a complementariedade seria no esquema ” um por um” – servidor contribui com uma parte e a prefeitura coloca o mesmo valor numa espécie de poupança. “Ainda estamos elaborando. Vou enviar em fevereiro, mas não pedirei urgência para se amplamente debatido”, disse Jonas.

Segundo ele, cada campineiro paga R$ 500 por ano para cobrir o rombo do Camprev.

Gargalo

O gargalo tem se intensificado devido ao grande número de servidores do Fundo Financeiro – que ingressaram na prefeitura antes de 2003 – que estão aptos a se aposentarem. Hoje cerca de 1,2 mil servidores estão liberados para irem para a casa.

E a cada nova aposentadoria, maior o desequilíbrio deste Fundo Financeiro. Em 2018, a folha dos inativos foi de R$ 740 milhões e a contribuição recolhida no caixa do Camprev foi de R$ 234 milhões. Os servidores contribuem com 11% e a prefeitura com 22%.

O Fundo Financeiro tem 9.875 inativos. Sendo que os que contribuem hoje são 7.792 servidores. A balança está invertida.

Fundo Previdenciário

O Fundo Previdenciário – formado por aqueles que entraram na Prefeitura de Campinas após 2003 – é superavitário. São 7.015 servidores que contribuem, sendo que há apenas 72 aposentados e 42 pensionistas. No ano passado, a receita com a contribuição foi de R$ 121 milhões, enquanto que a folha de pagamento gira em torno de R$ 350 mil por mês.

Rose Guglielminetti

Rose Guglielminetti

Sou comentarista política da Band-Campinas. Também sou colunista do programa "Bastidores do Poder", que vai ao ar todos os dias das 13h20 às 14h, na Band Campinas. Entre tantas editorias a de Política é a das que mais me atrai. E isso fez com que me enveredasse por esse caminho ao longo de minha carreira. Como repórter de Política sempre busquei oferecer notícias de bastidores do poder. E é isso que irei procurar fazer neste blog.

6 comentários

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  • Só não se esqueça Sr. Prefeito, de cumprir a ordem do TJ-SP de exonerar os 500 cabides de emprego. Aliás, caso não seja “possível”, mande um projeto à câmara para redução salarial dos comissionados!

  • Ahh agora é Lei Federal apenas?? Vcs já estavam doidos pra fazer isso há muito tempo,. Não esqueçam que o rombo do fundo previdenciário é devido também só fato de que a Prefeitura Não repassava o. Dinheiro pro Ipmc.
    E já que o Sr respeita tanto a Lei porque NÃO cumpre a Ordem Judicial de exonerar os Comissionados???
    Muita cara de pau.
    Por mim cada um tinha que cuidar da sua Previdência esperar que outros cuidem dos dinheiro da gente é muita ingenuidade.

  • E preciso que ele fale a verdade para a população. O Rombo que ele diz que existe é porque desde o Magalhaes Teixeira, utilizaram para outros fins todo o dinheiro da nossa previdência, inclusive a parte que descontavam no nosso holerite.
    Peço a vocês que busquem saber a verdade para informar a população…
    Isso é urgente!!
    Todos tem o direito de saber a verdade!

  • É de se refletir porque o prefeito Jonas, não diz porque o fundo financeiro é deficitário? Porque o IPMC foi instinto? Eu Eliane Aparecida Campos da Silva, funcionária pública da PMC desde 1992 estou indignada com a falta de isenção deste blog e da imprensa como um todo…Você Jornalista conhecida não sabe? O Prefeito Jonas não dizer é esperado, pois ele tem seus interesse, mas um jornalista ? Vocês não pesquisam? Não entrevistam outros agentes públicos para saber a verdade ou pelo menos trazer outras versões sobre o assunto…? Qual o seu interesse ou do seu jornal ou patrocinadores em trazer essa versão mentirosa e vergonhosa do prefeito? A sociedade como um todo não pode se enganada assim…Com isso ele já perdeu a honra e perderá as eleições…E vocês da imprensa perdem a credibilidade…E uma pena que seja assim…Eliane Aparecida Campos da Silva

  • Como já comentei aqui, falta para a imprensa a isenção necessária para explicar porque existem dois fundos de previdência no Camprev. O que aconteceu com o IPMC, no governo tucano do Sr. Magalhães Teixeira. É uma vergonha uma imprensa que não faz o seu papel e tem lado porque tem publicidade paga pela PMC, Sanada, etc. É triste, mas não posso entender tanto cinismo, com fantasia de informação e imprensa. Eliane Ap. Campos da Silva.

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