Juiz dá prazo para MP se pronunciar sobre Caso Paulínia

PAULÍNIA
Tote Nunes
Escrito por Tote Nunes

Depois de ser impedido por duas vezes de entrar no Paço para assumir a prefeitura de Paulínia, o prefeito empossado na última sexta-feira pela Câmara, Antonio Miguel Ferrari – o Loira (DC) – decidiu recorrer à justiça. 

Advogados de Loira ingressaram ontem (07/01) com uma ação de imissão de posse – para que seja autorizado a entrar no gabinete, que hoje é ocupado pelo prefeito em exercício, Du Cazellato (PSDB).  O juiz Bruno Cassiolato deu prazo de 24h para que Cazollato se defenda e que o MP (Ministério Público) se manifeste sobre o assunto.

A exemplo do que já havia ocorrido na sexta-feira, ele esteve na prefeitura ontem de manhã. Tentou entrar no gabinete, mas foi impedido por uma barreira de GMs postada na entrada principal do prédio.

Contrariado, foi à delegacia e registrou um boletim de ocorrência em que acusa Cazelatto de “usurpação de função pública”. 

Loira acredita ter direito ao cargo de prefeito porque assumiu a presidência da Câmara agora em janeiro e, para ele, o presidente da Câmara é quem assume o cargo de prefeito após a vacância ocorrida em novembro passado, quando o então prefeito Dixon Carvalho (PP) e o vice, Sandro Caprino (PRB) foram cassados por crime eleitoral. 

À época o presidente da Câmara era Cazollato, cujo mandato de presidente da Câmara encerrou
em dezembro.

Cazellato diz não reconhecer o ato da Câmara e avisa que continuará no cargo até a realização de novas eleições municipais – que ainda não tem data definida. 

O Metro Jornal entrou em contato com o TRE (Tribunal Regional Eleitoral) ontem, na tentativa de saber qual dos dois prefeitos tem o direito de assumir o cargo. E recebeu a seguinte resposta.

“A Justiça Eleitoral determinou que o presidente da Câmara Municipal seja empossado no cargo de prefeito. Não é competência  da Justiça Eleitoral definir qual dos dois deverá ser empossado”, informou o órgão.

Sobre o autor

Tote Nunes

Tote Nunes

Formado em jornalismo pela PUC-Campinas, trabalhou por dois períodos no Jornal Correio Popular e passou 11 anos na Agência Estado, do Grupo O Estado de São Paulo. Está no Metro Jornal Campinas desde agosto de 2015.

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