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Lula discursa já em tom de candidato do PT em 2022

Por Manuel Correia

Na manhã desta quarta-feira (10/03), no Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez seu primeiro discurso após reestabelecer seus direitos políticos. Durante quase uma hora e meia de fala, o teor e tom do fundador do Partido dos Trabalhadores (PT) foi de já ser o candidato da legenda nas eleições 2022.

Lula poderá concorrer ao pleito, pois seus direitos políticos foram reestabelecidos na segunda-feira (08), quando o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin decidiu anular todas as condenações dadas ao ex-presidente dentro da Operação Lava Jato, pela 13ª Vara Civel do Paraná .

Com a decisão, o líder do PT passou a ser elegível e o nome dele como o candidato da legenda nas próximas eleições presidenciais começou a ser dado como certo, deixando o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, que até então seria o escolhido do partido na disputa, de lado.

No discurso, Lula atacou toda a política de Jair Bolsonaro, da economia a saúde, apresentando números de quando o PT esteve no comando do país. “Esse país não tem governo. Não tem emprego. Não tem cultura. Falta política para jovens, para educação”, disse o ex-presidente.

“Esse país não tem política econômica. Tem um fanfarrão. Um presidente que não sabe de nada. Tudo é o Guedes”, lembrou Lula ao falar sobre como Bolsonaro governa o Brasil. Em seu discurso, o líder do PT falou dos projetos de privatização e que a Petrobras e o Banco do Brasil são marcas fortes e tinham governança em seus mandatos.

Lula ainda criticou a Operação Lava Jato, dizendo que ela e suas ações foram responsáveis por mais de quatro milhões de empregos que deixaram de existir, pois afetaram segmentos como Construção Civil, Engenharia Naval, a Industria do Petróleo.

A entrada, dada como certa por analistas políticos, de Lula nas eleições do próximo ano deverá acirrar a polarização vista em 2018. Isso porque, o presidente Jair Bolsonaro, que sinaliza a volta ao PSL, encamparia o antipetismo, movimento que o levou a ganhar o pleito daquele ano.

A polarização que deverá ocorrer vai esvaziar uma candidatura de Centro. Nomes como João Doria e Eduardo Leite, pelo PSDB, e do apresentador Luciano Huck, que ainda não tem partido. Quem poderá surpreender nas próximas eleições é o atual nome forte do PSOL, Guilherme Boulos, que foi muito bem na corrida eleitoral pela Prefeitura de São Paulo.

Há setores da esquerda que afirmam que o PSOL não deve se associar ao PT na disputa e sair com candidatura própria sob a força de Boulos. Assim, Lula pode ter sua parcela da esquerda brasileira dividida com o adversário, o que pode ajudar Bolsonaro em uma possível reeleição.

Rose Guglielminetti

Sou comentarista política da Band-Campinas. Também sou colunista do programa "Bastidores do Poder", que vai ao ar todos os dias das 13h20 às 14h, na Band Campinas. Entre tantas editorias a de Política é a das que mais me atrai. E isso fez com que me enveredasse por esse caminho ao longo de minha carreira. Como repórter de Política sempre busquei oferecer notícias de bastidores do poder. E é isso que irei procurar fazer neste blog.

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