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Marcelo Silva se mantém otimista, mesmo com a ausência de testemunhas de acusação

Vereador Marcelo Silva (PSD), autor do pedido de abertura de Comissão Processante contra o Prefeito Jonas Donizette.

O vereador Marcelo Silva (PSD), autor da denúncia que culminou na criação da Comissão Processante contra o prefeito Jonas Donizette, se mantém otimista com o resultado das investigações, mesmo que todas as testemunhas de acusação não compareçam à audiência desta quinta-feira (17).

Em entrevista ao programa “Bastidores do Poder”, da Rádio e TV Bandeirantes de Campinas, Silva admitiu a possibilidade de ausência total das testemunhas de acusação. Mas, se isso acontecer, a estratégia será colocar em contradição os depoimentos dos arrolados pela defesa, como aconteceu na Comissão Processante que cassou o mandato de Hélio de Oliveira Santos, em 2011.

Segundo o vereador, o depoimento do próprio prefeito será decisivo, já que ele vai ser questionado sobre não ter tomado nenhuma atitude ao saber das irregularidades da Vitale. Para Silva, não teria como Jonas não ter ciência, já que pessoas próximas a ele, como Silvio Bernardin (ex-secretário de Assuntos Jurídicos) e Michel Abrão Ferreira (secretário de Governo), foram citados em delação.

Marcelo Silva reforça que, se as testemunhas de acusação não comparecerem, a Comissão Processante não corre o risco de ser anulada, já que elas poderiam ser ouvidas em outras datas, até 7 de março, prazo final para os trabalhos da CP. “Ainda vou conseguir trazer as pessoas mais importantes”, disse. O vereador diz que arrolou testemunhas que tinham interesse e que sabiam diretamente do caso, e que o Ministério Público já provou que existia um esquema fraudulento com a participação do prefeito Jonas Donizette.

Dificuldade em convencer as testemunhas

Segundo Silva, a maioria das testemunhas estão presas, seja no sistema prisional ou em prisão domiciliar, o que dificulta a realização do depoimento. Com o recesso do Judiciário, o vereador alega que teve dificuldade em falar com os advogados dos arrolados para convencê-los da importância da audiência.

Para o vereador, elas também não estariam interessadas em comparecer por causa da exposição excessiva. “Como a Comissão Processante não tem poder de Polícia, de coerção, as testemunhas não teriam nada a ganhar expondo o que elas sabem”, explicou.


Já existem provas robustas de que a licitação foi fraudulenta, foi direcionada para a Vitale.

Marcelo Silva (vereador)

O vereador considera que seria fundamental a participação dos delatores (Paulo e Daniel Câmara), arrolados pela acusação. Mas, como parte da delação, homologada pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que se refere ao prefeito Jonas corre em segredo de Justiça, os depoimentos poderiam prejudicar os acordos feitos com a Justiça, caso eles entrassem em alguma contradição.

As testemunhas

Foram relacionados por Marcelo Silva (PSD) as seguintes testemunhas:  Silvio Bernardin (ex-secretário municipal de Assuntos Jurídicos), Luiz Lauro Filho (deputado federal), Joelma (assessora do deputado), Sylvino de Godoy Filho (diretor-presidente afastado do jornal Correio Popular) e outras seis pessoas envolvidas nas investigações do MP (Ministério Público) – Daniel Câmara, Paulo Câmara, Ronaldo Pasquarelli, Anésio Corat Junior, João Carlos da Silva (Juninho) e Danilo Silveira.

Dia 24 deverão ser ouvidas as testemunhas arroladas pela defesa de Jonas. No dia 31, será a vez do depoimento do prefeito.

Assista a entrevista de Marcelo Silva no Bastidores do Poder na íntegra:

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Marcos Andrade

Marcos Andrade é formado em jornalismo pela Unesp e pós graduado em Gestão da Comunicação em Mídias Digitais pelo Senac. Com passagens pelas rádios Band News FM e Bandeirantes de Campinas, é produtor do programa Bastidores do Poder da Band Campinas desde 2016.

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