EDUCAÇÃO UNICAMP

MEC corta 55 bolsas de pós-graduação da Unicamp

Rose Guglielminetti
Escrito por Rose Guglielminetti

A Unicamp teve 40 novas bolsas de mestrado e doutorado cortadas pela Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), órgão ligado ao MEC (Ministério da Educação). Essas bolsas estariam ociosas há 15 dias – na verdade, são bolsas que abriram para novos alunos que estavam em período de credenciamento. A USP e a Unesp também foram atingidas com o facão.

“A cada dia uma novidade e uma pior do que a outra. Recebemos com espanto o corte das bolsas não atribuídas. Haverá um prejuízo enorme à ciência”, disse o reitor da Unicamp, Marcelo Knobel, que acrescentou que vê com muita preocupação o tratamento que o MEC está dando às universidades. “O corte de 30% no custeio das federais é um ataque às universidades. Parece ser um ataque ideológico quando falam de ambientes de esquerda, gente pelada no campus. Mostra o desconhecimento total da importância da universidade que não deve se curvar a governo y ou x, mas tem de preservar a sua autonomia”, disse Knobel.

O reitor disse ainda que a Unicamp deve fechar com um prejuízo de R$ 190 milhões. “Quando assumimos o gasto estava em 117%. Hoje está em 103%”, disse ele, que explicou que medidas de contenção de despesas têm sido tomadas para equilibrar os gastos.

Universidade de São Paulo (USP), a Universidade Estadual Paulista (Unesp) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) afirmam que o governo federal cortou bolsas novas de mestrado e doutorado que estariam sem utilização por apenas 15 dias. O critério de corte de bolsas chamadas “ociosas” foi um dos divulgados pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), órgão ligado ao Ministério da Educação (MEC), para justificar a medida. As instituições alegam, no entanto, que as bolsas já estavam previstas para 2019 para os programas de pós-graduação e aguardavam apenas a seleção dos candidatos que iriam utilizá-las.

Estado adiantou que o contingenciamento de R$ 7,4 bilhões do MEC iria afetar as bolsas de mestrado e doutorado. O bloqueio de verbas na pasta atingiu todas as áreas da educação, do ensino infantil à pós-graduação. 

Sobre o autor

Rose Guglielminetti

Rose Guglielminetti

Sou comentarista política da Band-Campinas. Também sou colunista do programa "Bastidores do Poder", que vai ao ar todos os dias das 13h20 às 14h, na Band Campinas. Entre tantas editorias a de Política é a das que mais me atrai. E isso fez com que me enveredasse por esse caminho ao longo de minha carreira. Como repórter de Política sempre busquei oferecer notícias de bastidores do poder. E é isso que irei procurar fazer neste blog.

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Comentários

  • Esse presidente inacreditável quer mesmo nos transformar no país nível técnico. Talvez por ser o único nível cuja linguagem ele – quem sabe, com alguma boa vontade – entenda.

    Acho bom que as instituições comecem a fazer um mega movimento, para que então nós, pobres e preocupados mortais, possamos aderir. Cadê o Conselho dos Reitores? A SBPC, todos os institutos e centros e polos de educação e pesquisa? E os estudantes? Pois vamos todos para a rua, e nem precisamos de caras pintadas, pode mesmo ser com a cara limpa.

    E em tempo: garanto que os muitos técnicos decentes e competentes do País vão nos apoiar.

  • Se o Mito! acha que estudantes comem, dormem, são pagos para obterem um diploma e depois não dão um mínimo de retorno à sociedade, apenas a eles mesmos, está certo.
    Ou médico, ou engenheiro, ou sei lá o que mais faz trabalho voluntário para a sociedade?
    Tá certo, tá ok?
    57 milhões de votos concordam…

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