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MP contesta consulta da prefeitura sobre escola cívico-militar2 min read

O MP (Ministério Público) enviou à Justiça uma contestação em relação à informação da Prefeitura de Campinas de que houve uma consulta no Conselho da Escola Municipal Professora Odila Maia Rocha Brito, no bairro São Domingos, para transformar a unidade escolar num modelo cívico militar. O processo foi barrado pela Justiça a pedido do MP que alegou falta de debate e desconhecimento do do projeto pedagógico

A data na qual a comunidade escolar teria sido consultada, no dia 5 de dezembro do ano passado, foi incluída no cronograma enviado à Justiça para destravar a implantação do modelo. “Tão somente houve uma breve exposição do que seria o modelo (…) não houve, pelo o que se observa, um debate sobre o tema no âmbito do Conselho da Escola, o qual sequer expressou a sua opinião sobre a eventual implantação do modelo de Escola Cívico-Militar em substituição ao atual, ou seja, um tema de crucial importância para a referida escola não foi objeto de ampla discussão e deliberação por parte de seu Conselho Escolar, o que é imperativo que se faça”, escreveu os três promotores – Rodrigo Augusto de Oliveira, Andrea Santos Souza e Cristiane Correa Hillal.

Os promotores pedem ainda o cumprimento de outras exigências como o plantão de dúvidas, por exemplo. “deverá agir com isenção para não se tornar instrumento de propaganda pela aprovação ou não do projeto”, ressalta a Promotoria.

A prefeitura, porém, fez um novo cronograma que enviou à Justiça. Prevê uma consulta aos conselhos municipais no dia 2 de março, uma audiência pública no dia 5 de março. O plantão de dúvidas seria no dia seguinte e, no dia 7 de março, uma votação dentro da comunidade escolar sobre a mudança proposta pelo governo Jonas Donizette (PSB).

No ofício enviado à Justiça, a prefeitura entende que atende as exigências do MP e pede que aja retomada da consulta popular.

A Justiça ainda não se manifestou.

De acordo com o prefeito Jonas Donizette, a parte pedagógica ficará sob a responsabilidade dos profissionais da Secretaria de Educação e a parte administrativa/comportamental será de responsabilidade dos militares. Campinas receberá R$ 1 milhão para implantar o projeto nesta escola.

Outro lado

Em nota, a Secretaria de Educação informou que não foi oficiada sobre decisão judicial.


Rose Guglielminetti

Rose Guglielminetti

Sou comentarista política da Band-Campinas. Também sou colunista do programa "Bastidores do Poder", que vai ao ar todos os dias das 13h20 às 14h, na Band Campinas. Entre tantas editorias a de Política é a das que mais me atrai. E isso fez com que me enveredasse por esse caminho ao longo de minha carreira. Como repórter de Política sempre busquei oferecer notícias de bastidores do poder. E é isso que irei procurar fazer neste blog.

4 comentários

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  • Escolas militarizadas têm o intuito de sufocar de vez a liberdade de pensamento e expressão. Visam também a massificação do comportamento assim como a difusão da ideologia podre e nefasta do atual governo.
    A saída para a educação nunca foi e nunca será a militarização.

    • A saída para a educação é a volta da esquerda ao governo. Afinal de contas, enquanto a esquerda estava no poder a educação brasileira era de primeiríssimo mundo.
      SQN!

      • Não era de primeiro mundo, mas estava melhor, e acima de tudo, apontava para um rumo melhor. Isso não é ideologia, isso são fatos. As universidades públicas estão à beira da morte, e isso não é uma culpa q se possa colocar nos governos do petê.
        O atual governo, ampliando o embalo do temer, está asfixiando de morte a educação de nível superior, a pesquisa e a ciência. Disseram que o fariam para poder investir na educação básica. Mas o fato é q estão cortando na básica tb.
        Pare de defender o indefensável. Este governo precisa de um povo cada vez mais analfabeto, mais fácil de manipular.
        Não te impressiona que é justamente das universidades de onde emana a maior resistência ao atual desgoverno?
        Voltando ao tópico inicial, sobre o militarismo: se o modelo militar fosse garantia de qualidade, a ditadura militar teria produzido bons frutos. Mas pelo contrário, matou, torturou, gerou uma dívida externa monstruosa, foi corrupta e deu luz à atual geração de políticos que nos governaram nas últimas décadas.

Rose Guglielminetti

Rose Guglielminetti

Sou comentarista política da Band-Campinas. Também sou colunista do programa "Bastidores do Poder", que vai ao ar todos os dias das 13h20 às 14h, na Band Campinas. Entre tantas editorias a de Política é a das que mais me atrai. E isso fez com que me enveredasse por esse caminho ao longo de minha carreira. Como repórter de Política sempre busquei oferecer notícias de bastidores do poder. E é isso que irei procurar fazer neste blog.

Marcos Andrade

Marcos Andrade

Marcos Andrade é formado em jornalismo pela Unesp e pós graduado em Gestão da Comunicação em Mídias Digitais pelo Senac. Com passagens pelas rádios Band News FM e Bandeirantes de Campinas, é produtor do programa Bastidores do Poder da Band Campinas desde 2016.

Zezé de Lima

Zezé de Lima

Jornalista que começou no Diário do Povo, quando a sede era na César Bierrembach, e com histórias no Jornal de Domingo e Correio Popular. Na última década, já fiz de tudo na Band Campinas. Hoje posso fazer só o que gosto.

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