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1 min readMPF denuncia empresário campineiro por sonegação de impostos

O MPF (Ministério Público Federal) denunciou nesta quinta-feira (21/09) o empresário Miceno Rossi Neto, preso preventivamente, por envolvimento em um esquema bilionário de sonegação de impostos no ramo de combustíveis. Ele foi um dos principais alvos da Operação Rosa dos Ventos, que a Procuradoria da República em Campinas (SP) deflagrou em agosto em parceria com a Polícia Federal e a Receita Federal. O empresário teria sonegado mais de R$ 170 milhões. Miceno utilizou uma empresa de fachada, a Euro Petróleo, para deixar de pagar tributos entre 2008 e 2011. A dívida consolidada dele com o Fisco passa de R$ 692,9 milhões, valor que inclui o montante sonegado, multas e juros. O representante comercial José Luis Ricardo e o contador Glacildo de Oliveira também foram denunciados por participação nas fraudes.

Os investigadores apuraram, até o momento, que o grupo criminoso integrado por Miceno gerou prejuízos superiores a R$ 5 bilhões aos cofres públicos. O esquema consistia no uso de distribuidoras fantasmas para a comercialização de etanol, o que viabilizava a sonegação de 33% dos tributos devidos após a compra do combustível das usinas e a revenda aos postos. Essas empresas tinham vida útil de aproximadamente quatro anos, tempo médio até que a Receita descobrisse a atuação ilegal. Quando entravam na mira das autoridades fazendárias, as firmas eram desconstituídas e davam lugar a outras, também de “fachada”.

Rose Guglielminetti

Rose Guglielminetti

Sou comentarista política da Band-Campinas. Também sou colunista do programa "Bastidores do Poder", que vai ao ar todos os dias das 13h20 às 14h, na Band Campinas. Entre tantas editorias a de Política é a das que mais me atrai. E isso fez com que me enveredasse por esse caminho ao longo de minha carreira. Como repórter de Política sempre busquei oferecer notícias de bastidores do poder. E é isso que irei procurar fazer neste blog.

4 comentários

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  • ?????? Flechada certeira, não tem o que tirar nem por, mas gostaria de reforçar os argumentos a título de referência, para sempre termos isso em mente:

    Na época do Golpe contra Dilma, fugildo a qualquer pudor que a disciplina militar exige, foi “irreverente” no sentido negativo da palavra, sem qualquer punição q o caso exigia, Mourão disse: “A vantagem da mudança seria o descarte da incompetência, má gestão e CORRUPÇÃO”. Devemos nos perguntar: em todo círculo de poder, é quase q notório q as conversas de pé de orelha correm, pois então, o “ingénuo” Mourão não sabia quem era M. Themer e seu bando?
    Vou além, naquele momento de Golpe contra Dilma, a inteligência (SNI) do exército não sabia quem era M. Themer e seu bando?
    Se por ingenuidade, o q duvido, Mourão, com sua preocupação patriótica não procurou em seus círculos de alta patente e serviços de inteligência saber quem iria assumir pós Golpe a presidência?
    De duas, uma, ou o “moralista” e “patriótico” exército brasileiro estava jogando cartas na caserna ou o Mourão é Golpista de direita e ponto.

    Fazer tais comentários numa loja maçónica, não me parece o local mais adequado, aliás, como reza a disciplina militar, estes tipos de assunto não podem partir a esmo de subjetividades da instituição, isso deveria ser tratado internamente e se por ventura houvesse alguma resolução, esta teria q ser de UNIDADE da instituição.

    Se para Mourão golpear a Dilma por conta de corrupção, ou ele e o exército é incopentente e inoperante, ou ele tem lado mesmo, no caso da direita nacional representada sobremaneira pela MAÇONARIA.

    Todos os casos de corrupção durante a ditadura militar de 64 passaram impunes, imagine tantas outras q não vieram a tona. Num estado totalitário, arbitrário e violento, os que julgam, são os mesmos q fazem.

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