TRANSPORTE

Ônibus: usuários sofrem com falhas do QR Code

Rose Guglielminetti
Escrito por Rose Guglielminetti

O sistema de transporte público em Campinas completa amanhã (19/02) um mês sem o uso de dinheiro para pagamento de passagens, mas os problemas estão longe de terminar. 

Depois de longas filas para aquisição, revalidação e recarga do Bilhete Único, muitos usuários reclamam agora do QR Code – o tíquete que deve ser comprado pelo passageiro que não tenha o passe. 

Há casos de passageiros que alegam que o bilhete se apaga em três dias ou de situações em que nem mesmo o aplicativo de celular funciona. 

Muitos passageiros, reclamam que a gravação do novo bilhete eletrônico com QR Code apaga com muita facilidade. Segundo eles, houve casos em que a impressão sumiu três dias depois de adquirido na bilheteria. O tíquete QR Code tem validade de 30 dias, contados a partir da data da emissão. 

“Tenho visto diariamente, problemas com o QR Code”, diz o almoxarife Felipe Alexandre Alves. “Muitas vezes, o papel não passa mesmo. O leitor não lê e isso provoca fila, irrita os que estão atrás”, relata ele, que mora no Jd. Nova Europa. “Para mim, esse é um sistema que não deu certo”, decreta.

A Emdec admite que a impressão tende a desbotar e diz que o usuário deve ter de manusear o tíquete de forma correta. Explica que pelo fato de ser impresso em papel termossensível, o manuseio deve ser realizado com alguns cuidados. “O papel termossensível é especial, cujo revestimento contém substância que muda de coloração sob a ação do calor. Isso significa que na impressão não é utilizada tinta”, explicou.  A maior reclamação dos usuários é a de que os bilhetes impressos (com QR Code) demoram para ser lidos pela catraca, ocasionando filas no embarque. 

A Emdec diz que é fundamental o correto manuseio e acondicionamento do tíquete, para que não haja perda da informação impressa. Diz que é preciso cuidados com a exposição à água (mão molhada ou úmida), plastificantes, solventes químicos, óleos e agentes como luz e calor podem interferir na validade do tíquete. “Por isso, é necessário evitar o contato ou exposição do tíquete com os fatores mencionados”, continuou a empresa, ainda por meio de nota.

A Transurc – a empresa que reúne as concessionárias – diz que mais 98% das pessoas que passam pelas catracas dos veículos utilizam o Bilhete Único.

QR Code Virtual

A Emdec diz que as pessoas que têm problemas com o QR Code de papel podem baixar o aplicativo no celular, mas mesmo este sistema está dando problema. A estudante Juliana Correia teve problemas duas vezes na semana passada com o aplicativo. Ela mora em Sumaré, mas estuda e trabalha em Campinas. Por conta disso, tem o Bilhete Único. Só que na última quarta-feira, quando estava sem carga no cartão, tentou viajar com o QR Code Virtual na Linha 2.49 e não conseguiu.  

Conta que o servidor estava fora de serviço. “E o motorista me disse que não tinha o que fazer”, relatou. “Só consegui viajar, porque um rapaz passou no cartão dele e eu dei o dinheiro da passagem a ele”, contou. No dia seguinte, diz que teve o mesmo problema no ônibus da Linha 3.59. 

A Emdec  disse não ter registros de queixas envolvendo QR Code Virtual. Diz que  realizou “inúmeros testes e houve baixo índice de dificuldades”. O Virtual é adquirido pelo celular, pagando com cartão de crédito, com disponibilidade 24h. O aplicativo Transurc Smart, está disponível nos sistemas Android e iOS. 

Sobre o autor

Rose Guglielminetti

Rose Guglielminetti

Sou comentarista política da Band-Campinas. Também sou colunista do programa "Bastidores do Poder", que vai ao ar todos os dias das 13h20 às 14h, na Band Campinas. Entre tantas editorias a de Política é a das que mais me atrai. E isso fez com que me enveredasse por esse caminho ao longo de minha carreira. Como repórter de Política sempre busquei oferecer notícias de bastidores do poder. E é isso que irei procurar fazer neste blog.

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1 Comentário

  • A Empresa Pássaro Marron, que atua no Vale do Paraíba, Litoral Norte e Região de Campinas implementou (07/19) novo bilhete impresso no formato de “nota fiscal de supermercado”.
    Nele há o famigerado QR-CODE que deve ser escaneado pelo motorista no embarque.
    O problema é que o código é pequeno e o leitor “sofre” para reconhecê-lo gerando filas e muito atraso.
    Outra questão é: e se eu amassar, molhar ou rasgar a parte que contem o código?
    Muita falta de respeito ao passageiro.

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