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Presidente da Alesp irá proibir homenagem a Pinochet

O presidente da Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo, Cauê Macris (PSDB), disse nesta quarta-feira (20/11), que vai proibir a realização de uma homenagem ao ditador chileno Augusto Pinochet, que aconteceria no dia 10 de dezembro. Macris anunciou a decisão de cancelar a proposta feita pelo deputado estadual Frederico d´Ávila (PSL) pelo Twitter.

O evento ocorreria na data em que é celebrado o dia Internacional dos Direitos Humanos e 13 anos da morte do general chileno.

No Twitter, o deputado disse que assina nesta quinta-feira (21/11) um ato para impedir a solenidade. A medida será publicada, amanhã (22/11). no Diário Oficial do Estado. “Racismo, preconceito e discriminação não cabem mais na sociedade atual. Respeito e igualdade são obrigações de todos. A luta é grande, mas as conquistas valem a pena!”, escreveu o deputado na rede social.

D’Avila diz que pretendia homenagear o ditador por considerar que Pinochet “conduziu seu governo de forma brilhante, impedindo que o cenário ditatorial e violador de direitos humanos cubano e soviético da época se instalasse no seio da sociedade chilena”.

Deputado Frederico Dávilla

Explicou também que chegou a hora de acabar as exaltações terroristas como heróis. “O presidente, em dezessete anos de governo, transformou o Chile na economia mais pujante da América Latina”.

No site da Alesp , o sobrenome Pinochet foi omitido. “Ato solene em memória do Presidente Augusto P. Ugarte”

O general governou o Chile por 17 anos e mais de 3 mil pessoas morreram e 38 mil foram torturadas durante a ditadura chilena.

Rose Guglielminetti

Sou comentarista política da Band-Campinas. Também sou colunista do programa "Bastidores do Poder", que vai ao ar todos os dias das 13h20 às 14h, na Band Campinas. Entre tantas editorias a de Política é a das que mais me atrai. E isso fez com que me enveredasse por esse caminho ao longo de minha carreira. Como repórter de Política sempre busquei oferecer notícias de bastidores do poder. E é isso que irei procurar fazer neste blog.

2 comentários

  • Esse seria um evento abominável, mesmo. Tão execrável quanto uma homenagem que a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro fez, por exemplo, em 2017, para o também fuzilador Che Guevara. Assassinos fuziladores covardes de seus povos jamais deveriam ser homenageados no Brasil.
    Lembrando que, nessa mesma assembleia de São Paulo, em 2007 o lamentável Simão Pedro (PT) também fez homenagear o covarde assassino fuzilador Che Guevara. Não sei porque aqui no Brasil uns e outros deputados sempre têm vontade de homenagear solenemente um assassino fardado. Ora Chê, ora PinoChet. Execráveis covardes fuziladores deveriam ser mergulhados no ostracismo e só serem lembrados por suas covardias assassinas para, didaticamente, ser evitado que seus crimes covardes sejam repetidos. Ou homenageados. Principalmente quando fizeram parte de ditaduras lamentáveis que devem ser atacadas e tratadas com asco. Não importa se no Chile ou em Cuba.

  • Em 2017 a Assembleia Legislativa da Bahia homenageou o ditador sanguinário fardado (deve ser uma tara por fardas…) Fidel Castro. Não sei o que alguns deputados no nosso país pensam de ditadores que exploram seus povos mas, fazer homenagens, realmente é um escárnio. Só falta alguém, com severos problemas mentais, pensar em homenagear Hugo Chávez ou Maduro por aqui.
    Se bem que, num país que já conseguiu homenagear até ditador covarde da Guiné Equatorial (Teodoro Obiang Nguema, amigão do PT), mesmo em escola de samba… Não sei como a gente não homenageia criminosos americanos também..rsrs Talvez seja porque alguns governos neste país se acostumaram a mandar centenas de milhões dos nossos impostos para ditadores africanos. Vai saber, né.

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