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PSDB nega acordo para impedir políticos de serem convocados para depor na CPI da Petrobras

O PSDB divulgou nesta quinta-feira (06/11) uma nota negando que tenha feito acordo para impedir que políticos fossem convocados para depor na CPI mista da Petrobras. A negociação teria sido feita durante reunião ontem (05/11) entre parlamentares da oposição e do governo.

No documento, os tucanos dizem que “não pactua com qualquer tipo de acordo que impeça o avanço das investigações da CPMI da Petrobras”. Ressaltou ainda que o PSDB, por ter lutado pela instalação da comissão, irá “a fundo na apuração do chamado ‘Petrolão’ e na responsabilização de todos que cometeram eventuais crimes, independentemente da filiação partidária”. O deputado federal, Carlos Sampaio (PSDB), que participou desta reunião, também divulgou nota negando qualquer acordo anunciado ontem (05/11) pelo relator da CPI da Petrobras, deputado Marco Maia (PT-RS).

Líderes dos partidos de oposição como DEM, SDD e PPS também divulgaram nota negando qualquer articulação para beneficiar agentes políticos.

Sampaio, que é membro titular do PSDB na comissão, classificou a informação de “absurda”. “Não posso admitir que o PT use o meu nome para dizer que a CPMI da Petrobras fez acordo para proteger políticos”, disse Sampaio. E continuou: “Ademais, o PSDB foi quem denunciou essa roubalheira (na Petrobras). O que ocorreu, na reunião da CPMI de ontem (quarta-feira), foi a definição de que, como só restam 30 dias para a finalização dos trabalhos, deveríamos priorizar a investigação sobre as empreiteiras e os outros diretores da Petrobras envolvidos no esquema de corrupção”, explicou.

O tucano disse ainda que a oposição irá apresentar um relátório paralelo ao final da comissão. “Temos clareza que a nossa visão sobre o maior escândalo de corrupção ocorrido em nosso país é bem diferente da visão deste partido (PT) que foi beneficiado pelo esquema!”, disse o tucano.

Na reunião de ontem, a oposição tentou incluir entre os convocados a presidente Dilma Rousseff, o ex-presidente Lula e o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, acusado de envolvimento no esquema de corrupção da estatal. Os governistas, por sua vez, queriam a convocação o candidato derrotado pelo PSDB, Aécio Neves, do senador Álvaro Dias (PSDB) e de Leonardo Meirelles, laranja de Youssef, que informou em depoimento que o ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra recebeu propina do esquema.

No fim, após duas horas de reunião, os deputados e senadores aprovaram as convocações de Waldomiro Oliveira Neto, da M.O, João Procópio Junqueira, da GFD; Márcio Andrade Bonilho, sócio da Sanko Sider; e Marcelo Barbosa Daniel, sócio do genro de Paulo Roberto Costa, entre outros citados. A contadora Meire Pozza, também será ouvida novamente.

Sobre o autor

Rose Guglielminetti

Rose Guglielminetti

Sou comentarista política da Band-Campinas. Também sou colunista do programa "Bastidores do Poder", que vai ao ar todos os dias das 13h20 às 14h, na Band Campinas. Entre tantas editorias a de Política é a das que mais me atrai. E isso fez com que me enveredasse por esse caminho ao longo de minha carreira. Como repórter de Política sempre busquei oferecer notícias de bastidores do poder. E é isso que irei procurar fazer neste blog.

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  • Cara Rose

    O relatório será votado dia 12 de dezembro. E ficou nas entrelinhas que nenhuma pessoa do legislativo será ouvida.

    O tempo mostrará a verdade.

    abs

  • Não tenho dúvida que a briga pelo poder ainda continuará neste próximos anos entre o PT e PSDB pois nenhum pesa no País e na população. Infelizmente os eleitores que votaram em um ou outro não verá algo de diferente.

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