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Região de Campinas tem 319 obras paralisadas ou atrasadas, aponta TCE

Rose Guglielminetti
Escrito por Rose Guglielminetti

A região de Campinas tem 319 obras paralisadas ou atrasadas com custos que chegaram a R$ 725,9 milhões, segundo levantamento feito pelo TCE-SP (Tribunal de Contas do Estado de São Paulo) junto às prefeituras e órgãos estaduais.

A Prefeitura de Campinas, incluindo a Sanasa, tem 12 obras, das quais 10 paralisadas e duas atrasadas. As obras somam R$ 155,8 milhões. Desse valor, R$ 65,7 milhões já foram pagos. As obras referem-se às áreas de Saúde, Educação, Saneamento, Mobilidade Urbana e de Infraestrutura. Estão neste grupo, projetos como do Ribeirão Colombo, Quadra de Esportes da Vila Rica, Centro de Educação Infantil e ampliação do modal da Maria Fumaça.

O governo do Estado tem duas obras paralisadas, que somam R$14,4 milhões. Uma de estrada e outra de uma praça.

Outro lado

Em nota, a Prefeitura de Campinas informou que as obras elencadas pelo TCE-SP são anteriores a 2013. Diz que serão retomadas e terão continuidade.

Leia abaixo a informação sobre cada projeto informado pela prefeitura.

Projeto do Ribeirão Quilombo – Precisou passar por readequação quando estava no início das obras. Um novo projeto já foi elaborado e a obra será dividida em duas etapas. Uma nova licitação será aberta este ano para a primeira fase, com prazo de conclusão em 2020. A segunda fase depende de novas autorizações do Exército, porque fica na área onde deve ser construída a barragem de contenção.

Centro Esportivo de Alto Rendimento (Cear) – O projeto do Cear é um projeto antigo, que apresentou inconsistências. Um novo projeto foi elaborado e está em aprovação de financiamento. A licitação e o início das obras serão este ano, com conclusão de 24 meses.

Centro de Saúde Capivari. – A obra já foi retomada e está fase final, com previsão de entrega no próximo trimestre. O contrato havia sido rescindido porque a empresa não estava cumprindo as obrigações contratuais.

Quadra de esportes no Vila Rica – A área destinada inicialmente à obra está ocupada irregularmente. A Prefeitura pediu reintegração de posse e, paralelamente, busca outra área para a construção da quadra, no mesmo bairro.

Pavimentação Vila Esperança – A construtora executou 90% da obra de pavimentação e entrou em falência. Uma nova licitação será aberta este ano com prazo estimado para conclusão da obra é de seis meses.

Centro de Educação Infantil (CEI) Sonia Maria Perez – A empresa demoliu o prédio antigo e abandonou a obra ano início da construção. Será aberta nova licitação este ano e prazo de conclusão da obra segundo semestre de 2020.

Obra da Maria Fumaça – O contrato foi rescindido porque o projeto, que na época foi doado à Prefeitura, precisou ser refeito. Atualmente está sendo feita a adequação do projeto para abrir licitação.

Sanasa

A Sanasa, que tem duas obras em atraso, informou que a construção da ETE Boa Vista, com valor de R$ 51,7 milhões, que seria concluída em dezembro de 2017, teve prorrogação da data devido a dois problemas. O primeiro foi em relação à licitação que teve a desistência da primeira contratada, o que fez com que a Sanasa negociasse com as demais empresas que participaram da licitação. O segundo motivo foi após o início da obra, quando observou-se problemas na fundação devido às condições do subsolo. A empresa teve de fazer um novo projeto de fundação.

Quanto às obras de ampliação do sistema de abastecimento com as construções dos reservatórios e da ETE Boa Vista, com valor contratado de R$ 10 milhões, houve um problema em um dos reservatórios – localizado na região do San Conrado. O solo apresentou um problema impedindo a execução da fundação. Segundo a Sanasa, a previsão é que a ETE Boa Vista seja entregue em abril de 2020 e o reservatório San Conrado até novembro deste ano.

Veja as obras

https://paineldeobras.tce.sp.gov.br/pentaho/api/repos/:public:Obras:painel_obras.wcdf/generatedContent?userid=anony&password=zero

Sobre o autor

Rose Guglielminetti

Rose Guglielminetti

Sou comentarista política da Band-Campinas. Também sou colunista do programa "Bastidores do Poder", que vai ao ar todos os dias das 13h20 às 14h, na Band Campinas. Entre tantas editorias a de Política é a das que mais me atrai. E isso fez com que me enveredasse por esse caminho ao longo de minha carreira. Como repórter de Política sempre busquei oferecer notícias de bastidores do poder. E é isso que irei procurar fazer neste blog.

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Comentários

  • Prezada Rose Guglielminetti, muito importante e interessante sua matéria sobre as obras paralisadas.

    Realmente fico bastante surpreso em ler que a PMC diz que a empresa entrou em falência e realizará nova licitação.

    Porque será que uma empresa que presta serviços de grande porte para o município de Campinas vai a falência …será que ele recebeu suas notas fiscais em dia conforme previsto no contrato….seus pagamentos foram realizados pela prefeitura todos os meses….

    Sempre os culpados são os fornecedores….é fácil para a Prefeitura se defender assim acusando as empresas…

    É preciso investigar tudo…

    Abraços

    Jose Eduardo

  • Uma vergonha esse Prefeito é um dos piores que Campinas já teve,uma Campinas suja fedorenta muitos mendigo que vem de fora poluindo o centro da cidade,fazendo suas necessidades nas ruas.
    Sem contar com as gritarias que fazem a noite jogando no chão as Marmitex , evangélicos são os que mais aparecem sempre gritando e não cantando como se isso fosse resolver o problema,perturbando os moradores isso vai até as duas da manhã
    Eu particularmente acho que os vereadores tem a obrigação de fiscalizar o como está a cidade procurando saber das necessidades de cada bairro,sair de dentro do gabinete pra isso que pagamos o salário deles, são nossos empregados pra isso foram eleitos
    VEREADORES VEM PRA RUA.

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