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Sistema corrigirá distorções no vestibular da Unicamp

Criado em 2004 como uma forma de ampliar a inclusão nos cursos de graduação da Unicamp, o PAAIS (Programa de Ação Afirmativa e Inclusão Social) vai sofrer modificação importante para o exame de 2019.

O objetivo, segundo o professor José Neves, que é presidente do Comvest (Comissão do Vestibular) é corrigir distorções graves que vinham se acentuando ao longo dos anos por conta do programa.

O PAAIS oferece hoje uma pontuação adicional de 120 pontos a candidatos que fizeram o Ensino Médio em escola pública – um benefício que segundo Neves, afetou de forma significativa o resultado final da seleção, especialmente para os cursos mais concorridos. Ele cita como exemplo, o  curso de medicina, o mais concorrido da universidade, com 279 candidatos por vaga este ano.

“Num universo onde um candidato poderia atingir 800 pontos, os que vinham com os 120 do bônus, acabavam sendo selecionados ao atingirem 380 pontos, enquanto que candidatos sem bônus que fizeram, por exemplo, 490, ficavam de fora”, explica ele.

A comissão decidiu reduzir o bônus para um limite de 60 pontos e ampliar o benefício também para os alunos que fizeram Ensino Fundamental II em escola pública.

Para Alves, essa nova sistemática garante equilíbrio ao exame de seleção.

O presidente do Comvest lembrou ainda que a nota do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) vai ser usada apenas parcialmente pela universidade. Será aplicada nos casos de alunos de escola pública e os auto-declarados pretos, pardos e indígenas. Cinco por cento dessas vagas  serão reservadas a pretos, pardos e indígenas provenientes de escola privada.

Na terça-feira, a Unicamp aprovou a adoção de cota étnico-racial. Serão destinados 25% das vagas para autodeclarados pretos e pardos à essa população. A partir de 2021, o vestibular indígena será obrigatório. 

Rose Guglielminetti

Rose Guglielminetti

Sou comentarista política da Band-Campinas. Também sou colunista do programa "Bastidores do Poder", que vai ao ar todos os dias das 13h20 às 14h, na Band Campinas. Entre tantas editorias a de Política é a das que mais me atrai. E isso fez com que me enveredasse por esse caminho ao longo de minha carreira. Como repórter de Política sempre busquei oferecer notícias de bastidores do poder. E é isso que irei procurar fazer neste blog.

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Rose Guglielminetti

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Sou comentarista política da Band-Campinas. Também sou colunista do programa "Bastidores do Poder", que vai ao ar todos os dias das 13h20 às 14h, na Band Campinas. Entre tantas editorias a de Política é a das que mais me atrai. E isso fez com que me enveredasse por esse caminho ao longo de minha carreira. Como repórter de Política sempre busquei oferecer notícias de bastidores do poder. E é isso que irei procurar fazer neste blog.

Marcos Andrade

Marcos Andrade

Marcos Andrade é formado em jornalismo pela Unesp e pós graduado em Gestão da Comunicação em Mídias Digitais pelo Senac. Com passagens pelas rádios Band News FM e Bandeirantes de Campinas, é produtor do programa Bastidores do Poder da Band Campinas desde 2016.

Zezé de Lima

Zezé de Lima

Jornalista que começou no Diário do Povo, quando a sede era na César Bierrembach, e com histórias no Jornal de Domingo e Correio Popular. Na última década, já fiz de tudo na Band Campinas. Hoje posso fazer só o que gosto.

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